07 de julho de 2026

“A guarda multando?”


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Devemos ter cautela para definir qualquer ‘responsabilidade adicional’ à guarda municipal. É fato que seus agentes são subaproveitados, e cá entre nós, não representam grande autoridade para nenhum de nós, exceto pelo fato de que representam a Prefeitura no zelo a locais públicos. No mais não sei, por exemplo, que funções estão autorizados a exercerem. Por outro lado, pego o exemplo de outras grandes cidades como Franca, que se utilizam da Guarda Civil Municipal para garantir a segurança dos cidadãos, até mesmo com armas e viaturas, realizando rondas. É o caso da “Ronda”, da guarda civil metropolitana em São Paulo. Mas para que tal se dê, é evidente que os guardas têm que receber treinamento, têm que serem qualificados a ponto de exercerem autoridade. Entendo também a necessidade ‘de se dar trabalho’ à GM, porém, multas, eu tenho minhas dúvidas se hoje estariam qualificados, assim como tenho dúvidas da qualificação destes quanto a garantirem segurança e integridade aos contribuintes. Acredito que a figura do policial militar no trato das situações de trânsito, com certeza gera maior respeito da parte dos infratores, bem como nos passa a nós, sociedade, maior segurança. Acho, porém, perda de dinheiro público um PM com seu talão de multas, parado em um cruzamento, enquanto poderia estar correndo atrás de bandido. Ter um departamento de trânsito com fiscais responsáveis, sérios, competentes e que saibam o “porque” da aplicação de uma multa de trânsito é necessário. Franca não é mais uma pequena cidade. Basta que qualquer um de nós fique parados 15 minutos no cruzamento da Rua Álvaro Abranches com a Avenida Major Nicácio para ver quantos passam no semáforo vermelho, param em cima da faixa de pedestres, convertem em local proibido e etc. Se por um lado devemos temer a indústria da multa, por outro temos consciência que como está, não pode ficar. Nosso trânsito está parecido com a ‘farra do boi’ mas a polícia tem que se preocupar com bandido, com fazer comandos e etc. Multa tem de ser ‘consequência’ do trabalho da polícia e não ‘objetivo’ deste trabalho!