08 de julho de 2026

Um boom já esperado


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A indústria francana, como já repetimos várias vezes, está vivendo um momento especial. Com a produção em alta, sai completamente revigorada da crise mundial de 2008/2009, que levou o caos à economia de todo o planeta, da qual muitos países (incluindo aí gigantes como EUA, Reino Unido e Alemanha) ainda não conseguiram encontrar um norte para voltar a crescer. Pois em Franca, como o Comércio já apontava antes da abertura da 42ª Francal (Feira Internacional de Moda em Calçados e Acessórios) no início de julho, a indústria calçadista deveria, pelo menos até o final do ano, manter o ritmo de crescimento e de expansão, com a consolidação dos empregos e a ampliação das vagas, atingindo ainda os setores de serviços e do comércio. De fato, os prognósticos positivos foram inteiramente confirmados, como o leitor do Comércio pôde constatar na edição de sábado passado, 31 de julho. Segundo reportagem publicada, 13 empresas consultadas anunciaram um salto de quase sete mil pares de calçados na produção diária. Juntas, as 13 indústrias fabricam hoje 24.750 pares por dia e têm meta de atingir 31.630 até dezembro.


José Carlos Brigagão, presidente do Sindifranca (Sindicato das Indústrias de Calçados de Franca), aposta no crescimento da produção em índices próximos a 7% entre agosto e dezembro de 2010. Segundo ele, a cidade ainda está recuperando os 11 mil postos de trabalho perdidos no último trimestre de 2008, quando a crise financeira mundial deu seus sinais mais evidentes. O setor empregava, no final de junho, 27.223 funcionários. No mês de setembro de 2008, antes da crise, eram 28.511 empregados. A maioria dos calçadistas consultados são unânimes em ressaltar os resultados da Francal. Além disso, destacam o aquecimento da economia e a restrição à entrada do calçado chinês como dois pontos importantes para o ‘boom’ da produção de sapatos de Franca. Ao mesmo, tempo, o bom momento vivido pelo mercado interno é outro ponto importante para que o otimismo continue em alta, principalmente depois da expectativa do Sindifranca de que a Couromoda, em janeiro, também deverá manter as vendas em alta, trazendo um primeiro semestre de 2011 sem crise.
 

Ou seja: se não houver um movimento anormal no mercado - e as eleições de outubro são uma variável a ser considerada - e o empresário souber trabalhar sem euforia exagerada, a indústria francana tem tudo para manter, dentro dos próximos 12 meses, um período de relativa tranquilidade, que irá se refletir no bem-estar dos trabalhadores francanos. É aquele velho ditado: quando a indústria de sapatos vai bem, Franca também vai bem. E é isto o que se espera: um período bem maior de tranquilidade econômica que permita ao município (e todos os demais da região, que também se beneficiam deste momento) crescer, progredir e consolidar ainda mais a sua capacidade de produção e de trabalho.