Hoje é o Dia do Senhor! Neste domingo a palavra de Deus nos convoca a revermos nossas opções e a não pautar a vida pelas falsas seguranças. Jesus chama de louca a pessoa que coloca sua segurança unicamente nos bens materiais.
A primeira leitura é colhida do livro do Eclesiastes. Esse livro surgiu no século III antes de Cristo e o seu autor medita sobre o sentido da vida humana. Mostra que tudo é passageiro, que todas as coisas acabam e o sentido é expresso pelo termo “vaidade”.
O livro, e de modo especial o texto de hoje, oferecem um grande conselho: viver o desapego dos bens, pois pensar somente nas riquezas e em acumular mais e mais nos impede de desfrutar o que temos com alegria. Tudo é vaidade, diz o Eclesiastes. Embora seja pesado pensar sobre isso, é uma grande verdade. O pecado não é possuir alguma coisa.
O erro passa a morar dentro de nós e nos afasta de Deus a partir do momento em que nos sentimos orgulhosos, quando fazemos diferença entre as pessoas, quando nos tornamos prepotentes e egoístas. Tudo é vaidade, pois todas as coisas materiais ficam aqui; na hora da nossa morte não herdamos nada, a não ser o bem que concretizamos. A riqueza, fruto de apego, nos corrompe. Quanto mais temos, mais queremos ter. Naturalmente começamos a prejudicar os outros e passamos a enxergar os outros como “ameaça” à nossa vida. Tudo é vaidade. Este é o conselho que não podemos esquecer.
Na segunda leitura e da mesma forma, Paulo não quer que os cristãos de Colossos se desinteressem pelos problemas materiais para só pensarem no paraíso. Depois de lhes ter lembrado o compromisso batismal de seguirem Cristo, passa a aplicá-lo à realidade do dia a dia. Renunciar às coisas da terra, porém, não quer dizer somente desejar teoricamente destruir o que não condiz com a nova vida de Cristo em nós.
Significa também lutar contra todos os sinais de morte: a devassidão, a impureza, as paixões, os maus desejos, a cobiça, enfim, tudo aquilo que nos escraviza. Quando nos deixamos levar pelo vício, pensamos que somos livres, mas na verdade somos escravos dele. A vida em Cristo leva à conversão cada dia mais radical, ajudando-nos a alcançar a liberdade interior para não vivermos os valores contrários ao Reino de Deus.
Através do evangelho, Jesus ensina a fazer o bom uso dos bens deste mundo. Ele ensina a administrar todos os bens com sabedoria. Não é permitido acumular como garantia de segurança e de vida. Jesus conta a parábola do rico insensato, que não quer aumentar a fortuna que possui. Ele julga ter o suficiente para viver com segurança, na tranquilidade, durante muitos anos. Os pensamentos do homem rico descrito no evangelho produzem somente ilusão. Nesse evangelho surge uma grande catequese para nós: às vezes pensamos que podemos controlar a nossa vida e nos esquecemos que o Senhor da vida é Deus. Jesus mostra que não tem sentido acumular tesouros para si. Quem se propõe a segui-lo não pode deixar-se envolver pela ganância e pela acumulação de bens. O certo é tornar-se rico diante de Deus através do crescimento espiritual, vivendo a partilha, a comunhão e a solidariedade com os irmãos.
Jesus convida a acumular tesouros no céu e isso é possível quando partilhamos com os outros. Jesus nos convida a assumirmos uma nova maneira de pensar e agir.
AGOSTO VOCACIONAL
O mês de agosto é, na Igreja no Brasil, tempo dedicado particularmente às vocações. Neste primeiro domingo lembramos os ministros ordenados: bispos, padres e diáconos. Rezemos por eles.
PADRE DONIZETTI
O conhecido Padre Donizetti, de Tambaú (SP), tem seu processo de canonização em estágio adiantado. Nasceu em Santa Rita de Cássia (MG) e chegou a estudar em Franca, pois, seu pai, Dr. Tristão Tavares de Lima, trabalhou como advogado em nossa cidade quando Donizetti era criança. Vamos rezar, no mês vocacional, para que este padre seja declarado santo pela Igreja.
OS SEMINÁRIOS DE FRANCA
Estão com suas portas abertas. Os jovens lá se encontram neste belo tempo de formação para que consolidem a vocação ao sacerdócio e, sendo ordenados, ajudem na evangelização. Temos os Seminários: Diocesano, Agostiniano e Franciscano. Rezemos pelo aumento das vocações.
José Geraldo Segantin
Pároco da Catedral de Franca - segantin@comerciodafranca.com.br