10 de julho de 2026

Por 4 votos a 3, jovem acusada de tramar a morte do pai é inocentada


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INOCENTE - Reunião do Júri de Execuções Criminais realizada ontem, em Franca, inocentou a jovem da acusação de homicídio

Por quatro votos a três, o Júri de Execuções Criminais inocentou Suellen Barbosa Rodrigues do crime de homicídio contra o próprio pai, o comerciante Severino Rodrigues. Por outro lado, a jovem foi condenada a oito anos de prisão em regime fechado pelo crime de roubo. Ontem, a maioria do júri acatou a tese da defesa, de que Suellen foi mandante apenas do assalto contra o pai e sua intenção não era que ele fosse executado. A promotoria disse que vai recorrer da sentença, pedindo anulação do julgamento.


Suellen Barbosa seria julgada no último dia 22, mas o advogado que a defende, Rodinei Ferreira Pinto, pediu o desmembramento do julgamento de sua cliente e a Justiça o marcou para ontem. Às 9 horas, o Júri já estava reunido para analisar as explanações, tanto da defesa como da acusação.


A tese do promotor de Justiça Odilon Néri Comodaro foi mantida na denúncia de homicídio qualificado. Segundo a acusação, Suellen teria sido a mandante do crime apostando numa condenação superior à que foi aplicada para Joana D’arc Aparecida de Souza, penalizada com 15 anos de prisão por ser a pessoa que intermediou a negociação entre Suellen e a dupla que executou o crime. O advogado de Suellen trabalhou em duas linhas de defesa, uma pedindo a absolvição e a outra pedindo o reconhecimento da prática do crime de roubo.


Suellen foi absolvida nas acusações de ser a mandante do assassinato do próprio pai e condenada pelo Juiz presidente do Júri, José Rodrigues de Arimatea, a oito anos de prisão em regime fechado pelo crime de roubo. O promotor Odilon Néri Comodaro não ficou contente com julgamento. “A promotoria entende que, pelas provas do processo, era possível de maneira tranquila a condenação por homicídio. Em razão disso, nós vamos interpor um recurso e aguardar o posicionamento do Tribunal de Justiça”.


TRAMA FATAL
O crime pelo qual Suellen e seus comparsas foram julgados acorreu no dia 21 de fevereiro de 2008, quando o comerciante Severino Rodrigues foi morto pelos acusados, em um condomínio de chácaras às margens da Rodovia João Traficante. As investigações levaram três meses e terminou com o indiciamento de todos os envolvidos no crime de latrocínio, quando eles foram presos. A polícia suspeitava que Suellen teria contratado os demais envolvidos no crime para matar e roubar seu pai. Uma emboscada foi armada para atrair Severino Rodrigues ao local do crime, onde foi executado com cinco tiros na frente do filho de 13 anos. Durante o processo, ocorreu a desclassificação da acusação e os réus foram denunciados por homicídio qualificado e roubo.