A Polícia Civil de Franca, através da Dise (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes), incinerou na última sexta-feira, 168 quilos de drogas. Maconha, crack e cocaína foram queimados em poucos minutos no forno de uma metalúrgica no Distrito Industrial. Como é estabelecido por lei, a incineração foi acompanhada por representantes do Ministério Público, da Vigilância Sanitária e peritos da Polícia Científica.
O entorpecente queimado foi apreendido em operações das polícias Militar e Civil, entre 2008 e o primeiro semestre deste ano. “São vários tipos de entorpecentes, que são ligados a processos de traficantes ou até mesmo de viciados abordados em ações policiais. Assim que cada processo é encerrado, a Justiça autoriza sua destruição”, disse o delegado da Dise, Pedro Luís Dallaqua.
O forno usado para queimar a droga foi cedido por uma metalúrgica, que disponibilizou o equipamento com temperatura acima dos 1,5 mil graus. Durante a destruição do entorpecente, um forte esquema de segurança foi montado pela Polícia Civil. “A ação é para evitar que quadrilhas de traficantes tentem reaver o entorpecente apreendido. Ainda não tivemos casos de ataques, mas devido à grande quantidade transportada é necessária a utilização de um esquema de segurança”, disse o delegado.
No lote queimado pela Polícia Civil também estava incluído os 60 quilos de maconha apreendidos na semana passada numa chácara no Recanto Fortuna. Foram 56 tijolos do entorpecente localizados no local. A apreensão culminou no desmantelamento de uma quadrilha de traficantes, acusada de distribuir drogas em vários bairros da cidade. Três mulheres foram presas envolvidas com o crime. Um casal, suspeito de ser dono da mercadoria, fugiu do cerco deixando para trás duas filhas de 5 e 7 anos. Foi a maior apreensão de maconha feita em 2010 pela polícia em Franca.