11 de julho de 2026

Aventura e jornalismo na África do Sul, o país da Copa Mundo de 2010


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HISTÓRIAS PARA CONTAR - Rodolfo Tiengo e Marcos Limonti, jornalistas do GCN, passaram 78 dias na África e fizeram uma cobertura inédita de Copa do Mundo para um órgão de imprensa do interior do País

Assisitir a uma Copa do Mundo ao vivo é um sonho de quem gosta de futebol. Cobrir o maior evento do esporte em todo o mundo é uma ambição de todo jornalista que atua no setor. O repórter Rodolfo Tiengo Fernandes, 25, e o fotógrafo Marcos Antonio Limonti Filho, 20, profissionais do GCN Comunicação, alcançaram estas conquistas. Foram os únicos representantes de órgãos de imprensa regional do interior do País a cobrir com fotos, textos e áudios o Mundial realizado na África do Sul.


A dupla passou 78 dias em solo africano. Sem contar os correspondentes internacionais que estavam baseados no continente, dificilmente, algum outro jornalista tenha ficado em cobertura na terra de Nelson Mandela por tanto tempo este ano. Eles desembarcaram no país da Copa no dia 30 de abril. Depois de conhecerem a dura realidade dos sul-africanos, de acompanharem treinamentos, entrevistas, jogos e de se decepcionarem com a seleção brasileira, Marcos Limonti e Rodolfo Tiengo retornaram para o Brasil no dia 14 de julho.


 Aos 25 anos, Rodolfo Tiengo, após trabalhar como jornalista em São José do Rio Pardo, escreve reportagens para o Comércio há dois anos e três meses. Embora jovem, Marcos Limonti já soma três anos e meio de atuação no Comércio da Franca. Começou a emplacar as primeiras fotos no jornal quando tinha pouco mais de 16 anos. A dupla, agora, já colocou no currículo a experiência de cobrir uma Copa do Mundo. E que experiência!


Na segunda-feira, ambos retomaram suas atividades na redação do GCN com muitas histórias para contar. A experiência bem que renderia um livro. Nem Mick Jagger, o pé-frio oficial da Copa, assistiu a tantos jogos quanto eles. Limonti assistiu a dez partidas, incluindo todas as do Brasil. Tiengo viu seis jogos. Sem a credencial oficial da Fifa, normalmente emitida para a imprensa habituada a cobrir a competição, eles tiveram que se desdobrar para mandar fotos e textos para o Brasil. Tiengo acumulou duas expulsões de estádios.


As dificuldades para acompanhar jogos e treinos foram grandes, mas não as únicas. Como as partidas aconteciam em cidades diferentes e distantes, a locomoção na África foi outro grande obstáculo. Tiveram dias em que, às 22h30, ainda não sabiam ondem iriam dormir. E a alimentação? Marcos Limonti nem pode mais ouvir falar em batatas. E tome vuvuzela nos ouvidos.
Obstáculos à parte, Tiengo e Limonti são unânimes em afirmar que a aventura na África foi um aprendizado que vão levar para o resto da vida. Nesta entrevista, eles falam sobre a emoção de ver um gol do Brasil dentro do estádio e contam uma lição trazida do convívio com os africanos: “Eu posso não conhecê-lo, posso não saber o que você faz e nem o que você tem, mas se está precisando de alguma coisa, eu vou ajudá-lo”.

 

Comércio - Por que vocês foram para a África dois meses antes da Copa?
Tiengo -
Foi para treinar o inglês, facilitar o processo de adaptação, conhecer o País e, depois, fazer o trabalho de cobertura da Copa. A primeira parada foi na Cidade do Cabo. Ficamos um mês lá, na casa de uma família.
Limonti - Vejo que foi um mês muito importante. Diferentemente dos outros jornalistas que foram para a Copa, nós já estávamos adaptados ao país durante a competição. Valeu muito ter ido antes.
 

Comércio - O trabalho de cobertura da Copa começou quando?
Tiengo - Na realidade, a partir do momento em que chegamos lá, já começamos a fazer o nosso trabalho e produzimos matérias para o jornal, rádio e blog.