11 de julho de 2026

Prefeitura economiza R$ 120 mil por mês com remédios manipulados


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PRODUÇÃO - O secretário de Saúde, Alexandre Ferreira, espera que todos os medicamentos sejam feitos em Franca

Criada há pouco mais de três anos, a Farmácia Municipal de Manipulação se tornou uma forma econômica de distribuição de medicamentos para os usuários da rede pública de saúde de Franca. O município economiza cerca de R$ 120 mil por mês com a nova unidade, que nos seis primeiros meses de 2010 distribuiu mais de um milhão e meio de doses.


A unidade atende 40 mil pessoas por mês. São 1,3 mil pacientes por dia, 500 a mais que no ano passado. Todos os meses, a farmácia representa para o município um custo de R$ 40 mil, valor inferior se comparado os gastos com medicamentos industrializados. Para o secretário de Saúde, Alexandre Ferreira, essa é uma economia importante, pois o dinheiro é empregado nos remédios que ainda não podem ser fabricados através de manipulação.


Os medicamentos são distribuídos gratuitamente aos usuários atendidos pelo SUS (Sistema Único de Saúde). A produção é feita conforme a demanda dos pedidos feitos às farmácias das UBS (Unidades Básicas de Saúde). Agora, com um sistema informatizado, a população já não precisa mais ir até a Farmácia Municipal para retirar o medicamento. Uma semana após o pedido, ele é entregue na farmácia da unidade básica que o solicitou. “O medicamento já chega embalado, com o nome do paciente e do médico, o modo de usar, tudo certo, apenas esperando que o paciente o retire na UBS”, explicou o secretário.


Na lista de medicamentos manipulados no laboratório estão remédios para dor, hipertensão, problemas cardíacos e pulmonares, osteoporose, entre outros, que têm um valor mais alto. A farmácia só não fornece antibióticos e psicotrópicos. “Queremos, dentro de pouco tempo, fazer todos os medicamentos necessários por aqui, o custo seria mais reduzido”, disse Alexandre.


A dona de casa Maria Teresa Cardoso e seu filho de 17 anos são usuários do serviço há mais de um ano. “Há dois anos o médico descobriu que ele tinha um problema no coração e que deveria tomar remédios para controlar a doença. Foi uma época difícil, porque são remédios caros que não podem faltar e a gente não teria condições. Fizemos um encaminhamento ao SUS e agora todo mês podemos pegar os remédios grátis”.