09 de julho de 2026

Agabê retoma pagamento de ex-funcionários na segunda


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COMEMORANDO - Demitido da Agabê após oito anos de serviços, Alessandro Luís, 34, espera receber os últimos R$ 500 a que tem direito. Somadas, as dívidas trabalhistas ainda não pagas pela empresa chegam a R$ 900 mil

A Agabê retoma, na segunda-feira, o pagamento de 500 ex-funcionários que foram demitidos em 2008 e ainda não receberam seus direitos. Somadas, as dívidas trabalhistas ainda não pagas chegam a R$ 900 mil. O pagamento será parcelado. A primeira etapa começa na próxima segunda-feira, quando serão quitados R$ 70 mil. O restante será amortizado em parcelas mensais do mesmo valor até julho de 2011.


De acordo com o advogado Reginaldo Estefaneli, responsável pelo departamento jurídico da empresa, os ex-funcionários ainda não receberam a multa de 40% do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) referente à demissão sem justa causa. Na segunda-feira, a prioridade será dada aos cerca de 100 ex-empregados que têm saldos de até R$ 250 a receber. O valor restante será rateado entre os outros 400 que possuem valores maiores a retirar. Para estes, no próximo mês, será fixada a parcela mínima de R$ 250 por funcionário.


O pagamento será feito em cheque no Departamento Jurídico do Sindicato dos Sapateiros da Rua Padre Anchieta, a partir das 9 horas, para os advogados constituídos pelos trabalhadores. Não haverá necessidade de comparecimento na sede do sindicato.


Sobre a recente concessão de registro sindical ao sindicato presidido por Fábio Cândido, Estefaneli disse que o fato não interfere no processo de indenização da fábrica. “Essa briga de sindicato não tem nada a ver conosco. Os cheques vão ser nominais aos empregados. Os advogados devem retirá-los no endereço que indicamos”, explica.


A dívida total da empresa com os ex-funcionários era de R$ 2,1 milhões. Deste montante, R$ 1,2 milhão já foram quitados. “De agora em diante, vamos pagar mais R$ 70 mil por mês. Na medida que tivermos disponibilidade de caixa, vamos liberando o dinheiro”, disse Estefaneli, acrescentando que há a possibilidade de aumentar o valor pago na tentativa de reduzir o prazo de amortização.


Dentre os que serão beneficiados com a retomada do pagamento, está Alessandro Luís Cândido da Silva, 34, que trabalhou na Agabê por oito anos como requista (que cuida do acabamento do calçado). “Fico feliz com a notícia. Não tenho nada contra a Agabê. Estou com minha mãe doente em casa. Tenho certeza de que, se eu ainda estivesse na empresa, uma assistente social estaria nos auxiliando. Para mim, todo o processo de pagamento foi conduzido de maneira correta”, disse Alessandro, que espera receber R$ 500 da fábrica, em duas parcelas de R$ 250.