08 de julho de 2026

Sem guloseimas nas escolas


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PREVENÇÃO - Leila Haddad, secretária municipal de Educação, deve adotar restrições para conter avanço da obesidade infantil

Preocupadas com os hábitos alimentares dos alunos da rede municipal, as Secretarias de Educação e de Saúde de Franca querem adequar as cantinas das escolas para a venda de produtos mais saudáveis. A proposta, ainda em estudo, consiste em fazer uma reeducação alimentar das crianças e oferecer frutas, salgados assados, sucos e lanches naturais no lugar dos chicletes, balas, pirulitos, refrigerantes, bolachas e chocolates.


Diversas reuniões e um diagnóstico de cada unidade estão em andamento e visam levantar a infraestrutura das cantinas, o que elas oferecem, o quanto arrecadam, onde o dinheiro é aplicado, quem trabalha e quais equipamentos possuem. O mapeamento, que inclui ainda o registro fotográfico da cantina e de tudo o que nela for encontrado, deve estar pronto até a próxima semana e será decisivo para a elaboração das mudanças no cardápio e do manual de orientação para diretores, professores, pais e alunos.


A ideia é que a alteração seja colocada em prática até setembro. As aulas do segundo semestre retornam no próximo dia 28. “O projeto ainda não está pronto e é apenas uma das ações que visam melhorar os hábitos alimentares dos alunos”, disse o secretário de Saúde, Alexandre Ferreira. Estudo divulgado mês passado pela secretaria revelou que em um universo de 6.707 estudantes, que têm entre sete e dez anos, 15% estão obesos, o que significa que a cada cem crianças, 15 pesam mais que o recomendado. “Não sabemos ao certo o que mudará nas cantinas. Podemos só acrescentar os alimentos mais naturais e não tirar as balas e chocolates e deixar para o aluno escolher. Tudo dependerá do que for levantado”, disse Alexandre.


Secretária de Educação, Leila Haddad diz que o projeto será implantado nas 74 unidades escolares de ensino infantil e fundamental e afetará 17 mil estudantes que têm entre quatro e dez anos de idade. “Vamos colocar produtos que não elevem a obesidade infantil, mas antes vamos nos reunir com os diretores e professores, conversar com os pais e também com os alunos. O projeto precisa envolver toda a comunidade escolar”, disse Leila. Segundo a secretária, diferente de outras instituições escolares, as cantinas das escolas da rede municipal não são terceirizadas. “Na maioria das escolas são pequenas cantinas, pois nós temos uma merenda escolar de excelente qualidade”.


MODELO
Desde o último mês de maio, todas as escolas de Cássia (MG) também estão proibidas de vender doces e refrigerantes. A determinação da administração municipal cumpre uma lei do Estado de Minas Gerais que prevê que a merenda saudável seja instituída em todas as unidades de ensino. No Estado de São Paulo, a lei está em vigor há um ano e proíbe as cantinas de escolas públicas e particulares de venderem alimentos com gordura trans, considerada prejudicial à saúde.