Mesmo mexendo apenas três dedos e respirando com a ajuda de aparelhos, Fabrício Silva Rodrigues, de 29 anos, acaba de abrir uma empresa de fotos e vídeos com o amigo Marcos Vinícius Martins.
Portador da Síndrome de Duchenne, doença hereditária e progressiva que atrofia os músculos do corpo, deixando o paciente paralisado, Fabrício já escreveu dois livros e prepara o terceiro, uma biografia.
Para conseguir ajudar o amigo na empresa, ele aprendeu a usar o mouse com apenas três dedos. “O trabalho para mim é uma distração. Sempre que posso estou mexendo em alguma coisa”. Como Fabrício não movimenta mais o pescoço, a tela do computador é pendurada na parede na frente da cama onde ele passa o dia.
Fabrício descobriu a síndrome quando tinha seis anos, ao tomar um tombo e não conseguir se levantar. Com a evolução da doença, aos dez, ele parou de andar. Depois, perdeu os movimentos dos braços e pescoço. Hoje passa os dias em uma cama.
Na família, Fabrício não foi o único a desenvolver a Síndrome de Duchenne. Seu irmão Rodrigo morreu vítima da doença aos 21 anos.
Com 29 anos, Fabrício diz não pensar na morte. “Penso que enquanto estou vivo, posso fazer muitas coisas. Fui conhecer o mar, quero andar de avião e há duas semanas abri minha própria empresa. Só penso em viver”.