09 de julho de 2026

Condenado por estupro é colocado em liberdade


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O professor de dança Célio Ernande Pereira, que estava preso desde fevereiro de 2005, deixou a Penitenciária de Serra Azul (SP) na última sexta-feira. Ele foi condenado em 2006 a 26 anos de prisão por estuprar uma jovem em 2004. A liberdade do homem acusado de ser o “Tarado da Unesp” foi confirmada pela sua advogada Thereza Ricci.


Célio foi preso sob suspeita de ter cometido diversos crimes sexuais registrados em Franca ao longo de quatro anos. O caso ganhou destaque como os ataques do “Tarado da Unesp”, porque a maioria das vítimas estudava na universidade. Célio foi condenado por ter contra si um exame de DNA. O material estava em um lençol encontrado pela polícia em um terreno ao lado do apartamento de uma das jovens estupradas, em 2004. Exames apontaram que o esperma era de Célio.


A advogada recorreu da decisão da Justiça de Franca junto ao TJ-SP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo), que mesmo tendo aceitado o exame de DNA como prova, reduziu a pena para 13 anos, com a possibilidade de o réu ser beneficiado com a liberdade condicional após cinco anos e um mês de reclusão. O prazo venceu em março, mas a decisão só foi publicada na sexta-feira.


O GCN Comunicação tentou, por telefone, uma entrevista com a advogada, mas ela alegou não ter autorização do cliente para falar sobre o caso.


 “HOMEM-ARANHA”
Em novembro de 2005, nove meses depois de Célio ser detido, Evanildo Rodrigues foi preso em Caldas Novas (GO) e confessou ter invadido 29 locais diferentes em Franca. Ele foi condenado em vários processos por estupro, cujas penas ultrapassam 54 anos.


Com a confissão de Evanildo, conhecido como “Homem-aranha” - em razão da sua facilidade para escalar prédios -, Célio deixou de responder a várias acusações e acabou sendo condenado apenas no caso do DNA.