O Sindicato das Indústrias de Calçados de Franca enviou comunicado, ontem, ao setor calçadista da cidade informando da decisão do Ministério do Trabalho que altera a representatividade sindical. No documento, esclarece que todos os direitos e interesses dos trabalhadores das empresas sediadas em Franca devem ser tratados unicamente com o sindicato presidido por Fábio Cândido. O presidente do SindiFranca, José Carlos Brigagão do Couto, falou a respeito.
Comércio - O que representa a decisão tomada pelo Ministério do Trabalho?
Brigagão - A medida coloca fim a um problema que vinha se arrastando há 15 anos. Na negociação salarial deste ano, por exemplo, tivemos de conversar com dois sindicatos diferentes, o que causou um transtorno muito grande. A concessão do registro sindical define a situação e deixa claro aos sapateiros e à indústria quem é o representante dos trabalhadores.
Comércio - Quais serão os reflexos da mudança?
Brigagão - Na negociação salarial deste ano, não haverá alteração. O que muda daqui para a frente é que as homologações de rescisões de contrato de trabalho e acordos coletivos deverão ser feitos pelo sindicato comandado pelo Fábio Cândido.
Comércio - Como fica a questão da contribuição assistencial que ainda não foi recolhida pelas empresas?
Brigagão - As empresas devem aguardar uma decisão judicial a respeito para fazer o recolhimento. Tão logo tenhamos informações daremos as instruções necessárias.
Comércio - O dinheiro da contribuição sindical permanece bloqueado?
Brigagão - Sim, o dinheiro segue depositado em juízo.