07 de julho de 2026

Último capítulo


| Tempo de leitura: 2 min

O autor da novela finalmente anunciou, depois de longa sinopse, o final da história envolvendo a candidatura do vice de José Serra. Para quem alimentava insatisfação com o PSDB na morosa tomada de posição, seja como oposição ou atitude de contestação ao atual governo, já pode sim antever mudanças de comportamento no partido em seus princípios partidários almejados pelos eleitores.


Marchas e contramarchas sublinharam dubiedade e falta de coesão das lideranças no partido de FHC, ausente, inexpressivo ou suscetível de culpabilidade. Os últimos fatos flagrantes da inação podem ter capitalizado para a candidatura Serra valores inestimáveis do reordenamento da ética e moralização da política nacional.


Um jovem de 39 anos, por duas resistências, uma de Serra, outra do DEM, foi homologado candidato à vice na chapa do PSDB. Não quero falar de biografia, palavra maculada na boca do Lula ao defender e pedir respeito ao seu comparsa José Sarney, cuja traquinagens são conhecidas no Brasil.


O presidente não mentiu: Escadinha, o bandido; Martinelli, o famoso assaltante do início do século passado; Daniel Dantas do Banco Opportunity, Renan Calheiros, Marcos Valério Fernandes de Souza, Zé Dirceu e toda a cambulhada do mensalão, como Sarney, construíram biografia. Nefasta sim, mas biografia.


Voltemos ao objetivo, cingindo-nos as esperanças que alimentamos de mudanças nos padrões de gestão da política. A escolha do vice de Serra identifica uma possível renovação que há muito buscamos. Liderança nova florescida no quadro do DEM (RJ), Índio da Costa porta a vibração da juventude brasileira na criatividade aliada ao novo.


Sua curta militância na administração pública já registra três eleições consecutivas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, cidade onde também exerceu o cargo de Secretário de Administração.


Em seu currículo, Antônio Pedro de Siqueira Índio da Costa, advogado, especialista em políticas públicas, é autor de duas obras de gestão no setor: em 2003, A Reforma do Poder e, em 2007, experiências acumuladas, Administração Pública do Século XXl. Ao disputar sua quarta eleição em 2006, foi com expressiva votação eleito para a Câmara Federal, aonde vem se destacando entre seus pares.


É membro das Comissões de Constituição e Justiça (CCJ), Defesa do Consumidor, Ciência e Tecnologia e Comunicação e Informática.


Sua atuação na Câmara dos Deputados já contabiliza 25 projetos de lei com realce para a área de transparência do poder público.


Sua aparição mais evidente na Câmara ocorreu com a relatoria do projeto de lei Ficha Limpa (Lei n.º 135/2010), que impede políticos com condenações na Justiça, de concorrerem a cargos eletivos. Revelou-se veemente na tribuna em defesa de sua aprovação. Rejuvenescimentos renovam esperanças.

 

Garcia Netto
Jornalista