Sidnei Rocha e o ex-secretário de Saúde do Governo do Estado de São Paulo, que morreu no sábado, nunca se deram bem. O Prefeito não compareceu ao velório, em São Paulo.
Ao contrário da maioria dos expoentes tucanos, o prefeito Sidnei Rocha (PSDB) não compareceu ao velório do ex-Secretário Estadual de Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata, 57, nem à cerimônia de cremação do corpo ocorrida ontem. Estiveram presentes o governador Alberto Goldman (PSDB), o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), o candidato tucano à Presidência, José Serra e o candidato ao governo de SP, Geraldo Alckmin (PSDB), entre outras personalidades políticas. Oficialmente, o prefeito não foi à despedida do médico sanitarista que morreu sábado, vítima de parada cardíaca, por estar se recuperando de uma pneumonia.
A relação entre o prefeito e Barradas Barata nunca foi das melhores. O prefeito entendia que o então secretário não deu importância à transferência da gestão da Saúde ao Estado, que possibilitou a inclusão da Santa Casa de Franca no programa ‘Pró-Santa Casa’ e que ajuda, em dinheiro, os hospitais com atendimento público.
Há três anos, Barradas chegou a se levantar e deixar Sidnei e o deputado Roberto Engler (PSDB) sozinhos na sala, durante audiência em que tratavam do assunto. Quem presenciou a conversa afirma que o tom de voz entre ambos foi prá lá de áspero. A crise entre eles era tão grave que o então governador José Serra e o ex-secretário da Casa Civil, Aloysio Ferreira, intercederam mais de uma vez, pessoalmente, para que Sidnei e Barradas ‘fumassem o charuto da paz’. Não houve acordo.
Pessoas próximas a Sidnei disseram que ele não é do tipo que faz média. Quando não concorda, não concorda mesmo. E ele nunca fez questão de esconder seu descontentamento com o ex-secretário.
CADA UM POR SI
A passagem de Geraldo Alckmin (PSDB) por Franca, em campanha, na última quinta-feira, serviu de termômetro sobre a participação dos candidatos a deputado na divulgação de seus companheiros que concorrem ao Governo do Estado e à Presidência da República. Todos os preparativos, como a confecção de faixas, bandeiras, botons, contratação de segurança e a coordenação do ato foram de pessoas diretamente ligadas ao prefeito. Durante a caminhada de Alckmin foi visível o constrangimento entre tucanos, democratas e peemedebistas pela falta de participação mais ativa das campanhas dos deputados locais. Na hora das fotos, todos fizeram questão de participar.