Nilson Ruela foi policial militar e ingressou na Polícia Civil em 1990. Já cumpriu o tempo de serviço necessário para se aposentar, mas continuava na ativa. Atuou em distritos policiais e integrava as equipes da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e do GOE (Grupo de Operações Especiais) quando foi preso acusado de exigir propina de camelôs.
Após ter saído da prisão, em agosto de 2008, trabalhou em uma delegacia da região. Mesmo inocentado pela Justiça, teve a arma recolhida e vinha exercendo funções burocráticas na Delegacia Seccional de Franca. Funcionários disseram que ele foi informado da demissão por telefone pelo departamento pessoal e que já não deu expediente ontem. O investigador não foi encontrado para comentar a decisão da Secretaria de Segurança Pública.
Em entrevista concedida depois de ser inocentado pela Justiça, em abril do ano passado, ele negou as acusações e afirmou que o dinheiro encontrado em seu carro era de um empréstimo feito para pagar a faculdade de seus filhos.
Nilson afirmou ainda que o flagrante seria uma perseguição pessoal do delegado que presidiu as investigações e comandou a operação no dia de sua prisão.
A Delegacia Seccional de Franca informou que a demissão é uma decisão administrativa superior e que não iria comentá-la.