O sapateiro Zildo Laureano e sua mulher Maria Joaquina, ambos de 68 anos, sofrem há mais de um ano à procura de seu filho Eurípedes Quirino Laureano. Doente mental, ele saiu de casa em maio de 2009 e não mais voltou. O rapaz tem esquizofrenia, doença mental que faz com que a pessoa perca a noção sobre quem é.
Eurípedes trabalhava com as irmãs e o pai em uma banca de pesponto. Ele teve sua primeira crise quando foi atender a um pedido de sua irmã. O rapaz saiu para buscar uma peça da máquina de costura e voltou para casa amparado por amigos. “Ele saiu e demorou horas. Um amigo passou pelo lugar em que ele estava e o viu sentado perto de uma ponte. Ele estava transtornado”, conta a mãe.
Depois com o agravamento da doença, Eurípedes passava os dias andando pelas ruas da cidade. Acabou se envolvendo com o álcool. Os bares passaram a fazer parte de sua rotina a ponto de seu pai, desesperado, sair pedindo para que os comerciantes não contribuíssem com o vício do filho.
Em maio de 2009, ao se aproveitar de uma distração dos irmãos, que, após uma festa deixaram as chaves na porta, o rapaz saiu e não mais voltou. “Eu tinha medo de que isso acontecesse, por isso sempre escondia as chaves. Nesse dia, meus maiores medos se confirmaram”, disse Maria Joaquina.
A partir daí, começou uma busca incessante pelo rapaz. Os pais foram à polícia, ao necrotério, percorreram hospitais e cidades da região, mas todas as pistas resultaram em nada.
A preocupação tem consumido Zildo e Maria Joaquina, que até sofreu um princípio de enfarto. “Nós queríamos achá-lo porque o pior de tudo é a dúvida, já perdemos outros dois filhos, mas esses eu sei onde estão. O ‘Euripinho’ não”.
Enquanto vê fotos antigas em cima da mesa, Zildo passa as mãos como se estivesse acariciando o próprio filho. Eurípedes completará 29 anos no dia 8 de novembro e o desejo de seus pais é um só: “Queremos nosso filho de volta”.
Qualquer informação sobre o paradeiro de pessoas desaparecidas deve ser passada aos telefones 197 e 190.