‘Você já foi à Bahia, nega? Não? Então vá! Quem vai ao Bonfim, minha nega, nunca mais quer voltar. Muita sorte teve, muita sorte tem e muita sorte terá”. Já dizia Dorival Caymmi no trecho da canção Você já foi à Bahia: quem visita o Estado não se esquece jamais e se encanta com a riqueza cultural e religiosa que lá encontra.
Foi assim com a auditora Taciana Moraes Esper Kallas, 22, que esteve em Salvador em março, a princípio para um compromisso pessoal, mas acabou se rendendo à cidade e estendeu sua estada na capital baiana por mais alguns dias.
A cidade, que reúne belezas naturais incríveis, povo receptivo, grande acervo histórico e cultural, arquitetura colonial, religiões e crenças múltiplas, música e culinária, possui ainda uma das mais badaladas noites do País. Não é à toa que Salvador é um dos destinos mais procurados por brasileiros e estrangeiros.
Taciana gastou pouco mais de R$ 1,7 mil para ir à terra dos soteropolitanos - R$ 700 com passagem de ida e volta com a Tam, saindo de Ribeirão Preto, e mais R$ 700 com hospedagem em um hotel da cidade. O restante foi gasto com alimentação e passeios. A auditora tinha apenas quatro dias na cidade, então optou por pontos turísticos como Pelourinho, Elevador Lacerda, Mercado Modelo, Cristo, Igreja do Senhor do Bonfim, algumas praias e, seu passeio preferido no local: o Farol da Barra. “Ao entardecer, vi ali o pôr do sol mais lindo da minha vida. É simplesmente inesquecível”.
Taciana, porém, alerta para alguns cuidados que todo turista precisa ter em Salvador: os comerciantes. Como em muitas cidades da Bahia, eles fazem de tudo para vender seus produtos. No Pelourinho, por exemplo, o sinal de “avanço” para os vendedores são as fitas do Senhor do Bonfim que aqueles que estão em visita à cidade ganham dos soteropolitanos. Os ambulantes, segundo a auditora, entendem que quem carrega essa fita é turista e, consequentemente, possível comprador de seus produtos.
Outro alerta feito por Taciana é quanto aos furtos que acontecem no Pelourinho. “Os próprios moradores alertam para o problema, mas de qualquer forma o passeio é maravilhoso. A cultura está presente em cada canto e em cada pessoa, basta olhar para ver”.
Quanto à alimentação, Taciana sugere cautela, pois os temperos mais fortes do que estamos acostumados no Sudeste podem fazer com que um desavisado perca um dia de passeio com problemas estomacais e intestinais. Para quem quiser arriscar, a dica da auditora é o restaurante Yemanjá, de comidas típicas baianas como bobó de camarão, acarajé e vatapá a preços populares de até R$ 40 para duas pessoas.