09 de julho de 2026

Capas refletem o alto nível do produto editorial


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E esse “plus” foi uma maior inserção de cores, deixando a capa muito mais moderna, chamativa e elegante

Uma, duas, três... sete versões de capa da última revista Casar foram produzidas até chegar à versão aprovada, que foi publicada. Escolha da foto, iluminação e tratamento da imagem, detalhes do vestido, projeto gráfico, conteúdo informativo, manchete, adaptações da chamadas, aprovação de editores e da diretoria do GCN Comunicação. A produção das capas das revistas produzidas pelo Núcleo de Projetos Especiais do grupo percorre uma verdadeira maratona antes de chegar às bancas e aos assinantes do Comércio. “Tudo para que o produto final tenha a maior qualidade possível e sempre surpreenda o leitor”, afirma Leandro Ferreira, editor do Núcleo.

A produção da capa se inicia, em média, 20 dias antes da publicação de cada título. A designer-chefe Julia Nightingale explica que o resultado final - que é fazer uma capa simples e eficiente - esconde um trabalho detalhado e complexo. Três áreas estão especialmente envolvidas na produção: fotografia, design e edição. “Já começamos a pensar na imagem da capa nas primeiras semanas em que a revista começa a ser produzida. Tentamos executar um editorial de moda muito bom para termos uma boa imagem como opção (em cada editorial são feitas mais de 1,5 mil fotos). Depois, o editor define quais são as principais matérias que ganharão chamadas na capa. Escolhida a foto, pensamos como será a pa ginação sobre essa imagem. Ou seja, tamanho de chamadas, cores, alinhamento, fontes de letras, de forma que fique legível e bonito”, disse.

Tudo isso pode resultar em várias capas, como as da edição de Casar, que ilustra ess página. “Foram 7 versões até chegarmos a que foi publicada”, disse Júlia. Mas há edições em que foram feitas 14 versões, como a segunda edição da revista Morar, e cada uma delas passou por esse processo detalhado. “São dias e dias de trabalhos e extensas reuniões para definir a opção perfeita, aquela que obtenha a aprovação dos editores, da diretoria e que fará sucesso nas bancas e entre os leitores”, completa Leandro Ferreira.

A editora-chefe do Comércio, Joelma Ospedal, explica que, para chegar à aprovação, uma capa tem que ser necessariamente bonita e informativa. “Falando assim, pode parecer simples. Mas os dois critérios são incrivelmente amplos e o que é bonito para o fotógrafo, para o repórter e até para o editor da revista, pode não funcionar para mim e aí começamos o processo novamente”, disse.

A editora tem em mente que seria ótimo se existisse uma fórmula pronta e certeira para uma capa. Mas não é assim. “Claro que há ingredientes que não podem faltar. Além da beleza e de muita informação, a capa tem que ser interessante, conter chamadas inteligentes e que falem diretamente com o leitor, além de títulos expressivos. Nas bancas, por exemplo, o leitor normalmente passa os olhos pelas capas de revistas e precisamos, em poucos segundos, prender a atenção dele e fisgá-lo”, disse a editora, que completou: “A capa é a nossa vitrine. É por meio dela que vamos convencer o leitor a levar e ler a revista. Ela tem um papel fundamental. Por essa razão, dedicamos tanto tempo a ela”, concluiu.