Mais um semestre se vai e nos carrega junto. Alguns com a missão quase cumprida, outros ainda buscando a sua. Meio do ano é assim mesmo. Parece que começa tudo de novo. Acontece um tipo de Natal. Tem pessoas que até viajam. Fazem pedidos e intenções. É bom parar um pouco. Desacelerar. O sinal vermelho acendeu. Para, pensa, reflete e dá aquele descanso necessário ao coração. Afinal já se foram seis meses desse ano de Deus. A criançada fica solta e volta a ser feliz. Pode brincar. As pipas e todo mundo junto em uma disputa celestial. Vários anjinhos correm de um lado para outro, enchem o céu de alegria e cores. Pezinhos no céu, pezinhos no chão. Os campinhos de várzea dão gosto de ir ver. São vários, meninos e meninas de um lado para outro, correndo atrás de uma bola que é paixão nacional, atrás de um ou vários gols. Neste momento até Deus brinca e manda seus anjos para torcerem. Escolher o que vai fazer não é missão fácil. Fazendas, córregos, andar a cavalo, queimadas, namorar muito e curtir cada momento como se fosse o último, computadores pegando fogo, Orkut, celulares, MP 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 (...), plays 1, 2, 3. E dá-lhe energia e energia elétrica. E você já escolheu o que vai ser? O melhor disso é que mesmo sem certeza nenhuma, podemos depois voltar e começar tudo de novo e de novo voltar às nossas atribuições e encarar a vida de frente e peito aberto. Vencer o tempo, correr contra o tempo. Ajeitar as coisas. Brigar para ser feliz. Amar, sofrer, chorar, correr, batalhar, tomar decisões. Todos os dias há que se tomar decisões, escolher, optar, deixar, recomeçar, construir, desconstruir, aprender a fazer. Quando se vê já passou, já era, e de novo começa tudo; de novo. É só começar e falta pouco para terminar. É a roda da vida. É a vida que roda. É a beleza da vida. São as coisas de Deus. São as coisas de mim, de você, de nós. Vamos resolver? Vamos recomeçar? Vamos começar?
Paulo Maestri
Professor