A32ª edição da Feira da Fraternidade corre o risco de não se realizar. Este evento, de importância para a manutenção de cerca de 40 entidades assistenciais da cidade agrupadas em torno da Aeaf (Associação das Entidades Assistenciais de Franca), vinha sendo realizado há anos, sempre com grande prestígio do público. O motivo do possível cancelamento é a falta de um local adequado para a montagem das barracas das entidades. Até o ano passado, a feira acontecia nos Pavilhões do Dharma em Franca, mas o espaço foi alugado para uma empresa parti-cular. Com isso, a Feira da Fraternidade está sem local definido e busca uma área de 2,5 mil metros quadrados até, no máximo, o fim do mês. Caso não consiga em tempo hábil, a feira pode ser cancelada.
Realizada anualmente entre a segunda semana de novembro e a primeira de dezembro, a Feira da Fraternidade reúne em um mesmo espaço 40 entidades assistenciais da cidade que comercializam, a preço de custo, artesanato, sapatos, roupas e brinquedos. O objetivo é arrecadar recursos para a manutenção destas entidades nas festas de fim de ano. Na última edição, mais de 60 mil pessoas passaram pela feira, que costuma reunir também praça de alimentação e apresentações artísticas. A ameaça de que um dos mais tradicionais eventos da cidade não seja realizado aponta para a falta de um local condizente na cidade. Embora haja salões e alguns barracões onde acontecem diversos eventos, a Feira da Fraternidade exige um local amplo, de fácil acesso, que comporte confortavelmente um grande público e que não exija grande dispêndio de recursos para o aluguel por cinco dias de realização, já que poderia inviabilizar totalmente o empreendimento, de caráter beneficente.
A Feira da Fraternidade teve 25 edições efetivadas nos Pavilhões 'Américo Pizzo' (que foram construídos para as edições anuais da Francal), mas precisou deixar o local por conta da destinação que a Prefeitura deu àquele próprio municipal. Assim, resta como opção o Parque de Exposições 'Fernando Costa'. Afinal, o Parque de Exposições pertence ao Município e ali são rea-lizadas de promoções comerciais (como shows) e encontros religiosos à Expoagro, principal feira agropecuária da região. A Prefeitura ainda utiliza o espaço para o 'Projeto Viva o Parque', de grande alcance social e que vem se tornando opção de lazer para milhares de francanos. A pergunta óbvia é: por que não levar a Feira da Fraternidade para lá? Em razão dos problemas que ameaçam o evento neste ano, talvez seja a hora de se pensar no local para sediar a feira das entidades assistenciais. O que não se pode é permitir que a feira não se realize. As entidades travam lutas diárias para manter os mais diversos e importantes atendimentos à população carente. Elas dependem de ajuda para prosseguirem com seu trabalho fraterno e meritório, em favor de muitos que precisam de tudo. E uma oportunidade de ganho, como tem sido a feira ao longo dos últimos anos, não pode se perder.