O pivô William Drudi, 28, deixou de ser “patinho feio” da torcida há muito tempo para se tornar um jogador consistente nos arremessos de curta distância (média de 16,31 pontos por jogo no NBB 2009/2010) e brigador pelos rebotes (média de 8,58 no fundamento, o 3º melhor no NBB 2009/2010).
Mas ele não teve essas características sempre. Pela segunda vez no Vivo/Franca, o pivô disse que aprendeu muito do que sabe porque foi jogador do clube da cidade e comandado pelo técnico Hélio Rubens Garcia. Antes, quando chegou para jogar a temporada 2007/2008, Drudi precisou passar pelo teste mais difícil, a desconfiança da torcida e a cobrança de jogar em um clube grande. Ontem à tarde, no primeiro dia de treino com o velho conhecido Márcio Dornelles (que esteve com ele na temporada 2008/2009) e com os novos colegas Fernando Penna e Ricardo Probst, Drudi contou porque aceitou sair do Minas Tênis, onde jogou a temporada 2009/2010, e se emocionou ao lembrar de como foi construir sua carreira.
“Quando eu cheguei aqui (em 2007), eu fui muito cobrado (emociona-se e deixa algumas lágrimas caírem). Fui muito exigido, e na época tinha dois grandes pivôs, o Estevam e o Murilo. E de repente chegou um Drudi aqui. Que jogava no Chile, tinha bons números, mas não tinha jogado em equipes tão fortes como o Franca. A torcida exigiu muito, falando que eu era um dos piores atletas que tinha passado aqui. Aqui é um lugar que eu conheço, meu filho, Lucas, é francano e tenho orgulho disso”, revelou.
De opinião forte e resignado, decidiu mostrar que ele podia mais. “Mas isso (sofrer muitas críticas) me deu muita força. A minha esposa também me ajudou muito, não deixou eu abaixar a cabeça. O time disputava o Paulista e eu tinha de ficar separado (ele não foi contratado a tempo de ser inscrito na competição). Aí pedi para o Paulão (assistente técnico) para treinar com o time juvenil e ele me ajudou muito. (Fala com a voz embargada) Eu tenho até hoje a chave do Poliesportivo no meu carro. Vinha treinar separado, com minha esposa me trazendo. E a torcida foi vendo meu potencial.”
Drudi prometeu ainda mais, principalmente na arma que sabe melhor utilizar: o arremesso de curta distância, que foi potencializado depois de orientações do técnico Hélio Rubens Garcia. “Eu trabalhei exaustivamente essa bola e vou continuar trabalhando igual um maluco porque ela é uma segurança minha.”