O acusado preso na tarde de ontem é uma figura conhecida nos meios policiais. Ele ficou conhecido após a polícia o acusar de ter uma espécie de cemitério de carcaças de caminhonetes furtadas na represa de Rifaina, no Rio Grande. Dezenas de peças foram retiradas do fundo do rio em 2007, ano de sua primeira condenação. Segundo a polícia, após ganhar as ruas, EF voltou a agir. Ele estava sendo procurado desde maio de 2009, quando a polícia fechou um desmanche clandestino numa chácara de sua propriedade, em Restinga. Na ocasião, ele conseguiu escapar do cerco.
Ontem, após ser preso, negou liderar uma quadrilha, mas confessou que estava usando a chácara que alugou para “picar” carros furtados. Uma “mania” que ele mesmo disse não conseguir abandonar.
Comércio da Franca - Como funcionava seu esquema?
EF - O esquema aqui é só eu. Uma pessoa traz pra mim o veículo e eu desmancho. É fácil. Nunca furtei. Sempre só cortei.
Comércio - Com quem você combinava?
EF - Com uma pessoa da facção. Não posso revelar.
Comércio - Quanto você recebe?
EF - Ah, eu levantava um dinheirinho aí por mês e estava bom. Eu num corria muito não. Estava devagarzinho. Ganho aí uns R$ 500 para cada carro e está bom.
Comércio - Como vocês retiravam as peças daqui?
EF - Na Kombi. Ah, ela ali (disse apontando para o veículo). Só levava embora.
Comércio - Para quem?
EF - Não sei.