08 de julho de 2026

PM prende acusado de liderar quadrilha


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DESMANCHE - Os cabos Sérgio e Zuliani da Polícia Militar conferem peças apreendidas em desmanche clandestino fechado na tarde de ontem numa chácara às margens da Rodovia Tancredo Neves, que liga Franca a Claraval (MG)

A Polícia Militar fechou na tarde de ontem um desmanche clandestino numa chácara às margens da Rodovia Tancredo, que liga Franca a Claraval (MG). Além de localizar veículos furtados, os policiais prenderam EF, 55, considerado pela polícia o líder de uma quadrilha especializada em furtos de caminhonetes.


O acusado já era procurado pela Justiça e foi preso na chácara. Ele confessou que usava o local para depenar veículos furtados. Em 2009, a polícia já havia estourado uma outra chácara usada por ele para desmanchar carros furtados.


A descoberta do desmanche clandestino foi feita por soldados da Polícia Militar, comandados pelo tenente Lázaro Antônio Felício.


Após uma série de ataques contra propriedades rurais na zona leste, a polícia intensificou ações na região e recebeu denúncias de uma intensa movimentação numa das chácaras localizadas no Recanto Capim Mimoso. “Os denunciantes nos informaram que havia uma movimentação estranha. Descobrimos então que o local era um desmanche de carros furtados. Montamos a operação, cercamos a chácara e conseguimos prender o principal líder de uma quadrilha especializada neste tipo de crime”, disse Felício.


O suspeito tentou escapar do cerco. Ele pulou o muro da chácara e correu em direção a um cafezal, mas logo foi rendido por policiais que estavam nos fundos da propriedade. No local, a polícia localizou uma caminhonete F-1000, furtada na última sexta-feira, e um Gol, furtado na noite de anteontem. Os dois carros estavam intactos, mas segundo a polícia também seriam desmanchados no local.


De acordo com a polícia, anexo à casa da chácara, o suspeito improvisou uma oficina para depenar veículos. “Localizamos um Fiat Tempra, furtado há mais de duas semanas, infelizmente já desmanchado. As peças estavam em um dos cômodos prontas para serem retiradas e revendidas para receptadores. Acreditamos que mais pessoas agiam com o acusado”, disse o oficial da PM, que responde interinamente pelo comando da 6ª Companhia.


Para não chamar a atenção de vizinhos, o preso dizia na localidade que era músico. Enquanto depenava carros, aumentava o volume de uma aparelhagem de som para ninguém escutar o barulho dos equipamentos da oficina.