09 de julho de 2026

Desbravando de carro a África do Sul


| Tempo de leitura: 2 min
Pelas rodovias - Vista de Bloemfontein na África do Sul, um dos destinos da equipe de reportagem do GCN que rodou as estradas do País da Copa

Vento no rosto, cheiro de mato e muito asfalto. Uma das melhores experiências vividas pela reportagem em mais de dois meses de África do Sul é relacionada às rodovias deste país repleto de surpresas escondidas. Quem atravessar o Oceano Atlântico rumo ao país após a Copa do Mundo - o que é muito recomendado devido à baixa dos preços de hotéis - deve sim conhecer os principais eixos; a Cidade do Cabo e a gigante Joanesburgo.


Mas, se tiver a possibilidade de sair sem destino, o faça, sem medo. Essa recomendação, podemos dizer de experiência própria, vale muito a pena. É um veredicto certeiro que podemos dar aos leitores após rodarmos mais de dois mil quilômetros de estradas e viver cada um desses 12 dias sem saber onde colocaríamos a cabeça no travesseiro ao final de cada trajeto.
Em todas as cidades por que passamos e paramos para descansar - Bloemfontein, Durban, Port Elizabeth, George e Cidade do Cabo - não tínhamos hotel reservado. Sempre contando com a sorte, percebemos que com um pouco de paciência, nas intermináveis buscas por hotéis listados no GPS do carro, não é difícil encontrar um bom lugar para ficar por aqui.


O país realmente tem uma inclinação especial para o turismo, tanto nas grandes cidades quanto nas pequenas cercanias, conforme víamos na infinidade de placas marrons indicado lodges e hotéis B+B (cama e café-da-manhã) muito elegantes. Alugar um carro para rodar o país também não é complicado. Basta procurar uma das redes disponíveis nos aeroportos e pegar a estrada, tendo em mente que aqui tudo funciona na mão inglesa. A reportagem alugou um Hyundai Atos, carro smart 1.0, que custou cerca de R$ 1,5 mil para duas semanas, incluindo o GPS - que por aqui funciona muito bem e te torna um hábil desbravador.


Sem contar que as rodovias são relativamente melhores que as brasileiras, haja em vista que mesmo nas pistas simples e sem pedágio não encontramos buracos no asfalto. A gasolina tem um preço razoável e os pedágios são menos presentes no percurso. Só para citar um exemplo, chegamos a rodar mais de 100 quilômetros de pista dupla entre Joanesburgo e Bloemfontein sem encontrar nenhum posto de cobrança.


Por fim, com uma viagem dessas se aprende o valor das coisas pequenas, como o sabor de uma panqueca doce em um restaurante que não pertence a uma grande rede de fast food, os diferentes sotaques do inglês, o que comer no café da manhã, o pôr-do-sol no meio do descampado, a beleza das casas e das pequenas vilas.