Quem lê o Comércio da Franca hoje na internet talvez não imagine o caminho percorrido ou os desafios enfrentados pelo jornal para conquistar a audiência e a importância regional que possui atualmente. As dificuldades políticas e econômicas, inerentes a cada uma das nove décadas atravessadas (95 anos), e o desenvolvimento tecnológico - necessário e libertador - levaram à maturidade e à liderança de hoje.
Quem poderia imaginar que sua origem está em um jornal de quatro páginas impressas em preto e branco distribuído nas tardes de quarta-feira? O que José de Mello (primeiro diretor do Comércio) começou no dia 30 de junho de 1915 com o uso de um componedor - máquina como um imenso carimbo onde as letras eram posicionadas manualmente para composição do texto - chega agora à era da comunicação multimídia. Atualmente são 76 páginas (aos domingos) de papel jornal em formato standard com circulação de 23 mil exemplares, entrevistas da Rádio Difusora AM 1030kHz - em podcasts de áudio e vídeo - e links com material exclusivo acessados por oito mil internautas diariamente. “É um salto impressionante, mesmo na internet. Lembro que entramos, em 1996, apenas para disponibilizar as páginas impressas ao resto do mundo. Não havia interação, nem cartas dos leitores recebíamos”, disse Sidnei Ribeiro, editor do Caderno Brasil.
No percurso da evolução estão o Ciclo do Café, a linotipo, as cores, a recessão pós-guerra, as máquinas de escrever, as composers, a ditadura militar, o paste-up, a impressora off-set, o Plano Real, os primeiros computadores, a internet na década de 90 e a integração das mídias impressa e eletrônica, em 2006.
Mas engana-se quem pensa que a transformação aconteceu de forma reta e ordenada. A cada período, sob a direção de diferentes persona-lidades, o Comércio passou por adaptações editoriais, gráficas e comerciais. Em 1955 (com Alfredo Costa), por exemplo, os textos eram curtos e não havia divisão de cadernos para notícias locais, internacionais, esportes, etc. Apenas em 1970 (com Corrêa Neves), o nome do jornal ganha tons azuis e as páginas, anúncios em três cores. O boom da informática marca os anos 90 e sua primeira versão para a internet entra no ar em 1996. A “virada” multimídia acontece em 2004, com a compra da Rádio Difusora AM e a formação do GCN (Grupo Corrêa Neves de Comunicação). Dois anos depois, a mudança para o novo prédio na Avenida Elisa Verzola Gosuen, Jardim Ângela Rosa, consolidou um processo irreversível e acelerado de transformação.
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Reprodução da página principal do novo Portal do GCN comunicação
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À frente da integração das redações e da convergência de mídias no novo portal, Corrêa Neves Júnior, diretor-executivo do GCN, se diz orgulhoso dos últimos passos da empresa. “Acredito que, a partir de agora, a introdução das conversas vai mudar de ‘você leu o que saiu no Comércio de manhã?’ para ‘Você viu a última atualização do site do GCN agora?’. Nós vamos ser mais instantâneos”, disse o jornalista.
Veja o quadro abaixo: