Não fazer aos outros o que não desejamos seja feito a nós. Infensa a esse princípio, que bem examinado encerra a semente do mais importante apelo de Cristo: “amai-vos uns aos outros”, aproxima-se o “Juízo Final”, anunciado pelas mais aterrorizantes e escatológicas manchetes.
Essa semana entrou em vigor na Espanha, a lei que autoriza a matança de inocentes e indefesos seres humanos, a Lei do Aborto. Está autorizado pelo Governo espanhol que meninas a partir dos 16 anos e com 14 semanas de gravidez podem abortar livremente.
Na China, todos sabem que existe a política de apenas um filho por casal. Mas, o que quase ninguém sabia era que existem abortos forçados nos quais as mulheres são levadas a hospitais contra a vontade e têm a gravidez interrompida. O parlamentar americano, Chris Smith, no debate intitulado -’Proibido Escolher: A Celebração Oca da China ao Dia Internacional das Crianças’ - denunciou que são realizados diariamente 35 mil abortos forçados. (Fonte: http://noticiasprofamilia.blogspot.com, tradução Júlio Severo).
Nos Estados Unidos, um pastor foi preso recentemente, por orar em frente a uma clínica de aborto existente na capital Washington, cujo nome palatável é Federação de Planejamento Familiar.Assim, e já com um pé no abismo, toda a humanidade se tornou refém de um dogma inquestionável - A Ciência. Não faz muito tempo, a fé era absoluta e a ciência, relativa, agora tudo se inverte.
Na arrogância de responder a todas as indagações a ciência de mãos dadas com o poder político e com a grande mídia, transforma pessoas em “vidas”, e isso é tão letal e perigoso quanto provar o fruto proibido. No livro “Fundamentos da Bioética”, Francesco Bellino escreveu: Como demonstra a experiência do totalitarismo (Hitler, Stálin), o entusiasmo moral, não dosado razoavelmente, pode produzir efeitos destrutivos, como a intolerância, a violência, a barbárie. Quando procuramos fazer da terra um paraíso, como pode acontecer com o bioreino, onde se escondem perigos de eugenia e cochila o sonho da imortalidade do homem, do homo continuus, e se nega a finitude, o resultado só pode ser o inferno.
Tudo é poder. O Príncipe Charles, advoga em favor do controle da natalidade. A FAO, segmento da ONU para a alimentação, sai em defesa dessas políticas, afirmando que em breve vão faltar alimentos para a humanidade, caso a população mundial continue crescendo. O mais assustador é que não se ouve uma só veiculação midiática ou programas educacionais para frear o desperdício, ou mesmo para incentivar que as atividades sexuais se iniciem com mais maturidade e responsabilidade.
A espécie humana corre perigo não apenas por estar presa num círculo de abatimento moral e crítico, mas, sobretudo por ter realizado tacitamente um pacto faustiano, tão imoral quanto diabólico, de creditar à Ciência e ao ocupante de um cargo político, a capacidade de transformar a terra em paraíso, e suas vidas em perene felicidade. Seduzida por quimeras e ilusões oníricas, essa plêiade humana, sem centro gravitacional e sem bússola, segue vagando em busca do bem-estar e da salvação fora de si mesma e desprovida de qualquer senso de responsabilidade individual.
Nadir Ap. Cabral Bernardino
Professora