09 de julho de 2026

Gordura não é saúde


| Tempo de leitura: 2 min

Um dos grandes males da sociedade atual, sem dúvida, é a obesidade. Com ela aparece, além do sobrepeso que leva ao sedentarismo e à acomodação, uma série de problemas de saúde que podem causar uma morte prematura. Atualmente, entre vários outros males, a obesidade é associada ao diabetes, à hipertensão e a problemas cardíacos. Por isso, não deixa de ser preocupante a constatação de que os maus hábitos alimentares e a falta de exercícios físicos estão criando um batalhão de jovens e adolescentes obesos, com a multiplicação das doenças inerentes ao sobrepeso. Hoje, garotos de 10 anos já estão sendo diagnosticados como hipertensos e diabéticos, com colesterol alto e problemas circulatórios, preocupando médicos e nutricionistas. Por isso, torna-se preocupante o resultado do levantamento realizado pela Secretaria Municipal de Saúde de Franca que identificou 15% dos alunos das escolas municipais do município como obesos. Ou seja: mais de mil estudantes, entre os 6,7 mil de 18 escolas, com idade entre 7 e 10 anos, pesam mais do que o recomendado para a idade e altura.


O excesso de peso atinge 484 meninas e 577 meninos (de cada 100 estudantes, 15 enquadram-se como obesos) e a situação leva a Prefeitura a se mexer para tentar mudar o quadro preocupante que vemos por aqui. As Secretarias de Saúde e Educação iniciaram a elaboração de projetos para trabalhar com os pais e crianças para prevenir a obesidade e evitar que, se já instalados, os problemas se agravem. As primeiras ações devem ser colocadas em prática a partir de agosto. Assim como a desnutrição, que atinge outro tanto de brasileiros, a obesidade já é considerada problema de saúde pública pela OMS (Organização Mundial de Saúde). No País, cerca de 15% das crianças e 8% dos adolescentes sofrem de problemas de obesidade; oito em cada dez crianças e adolescentes continuam obesos na fase adulta.


Os especialistas destacam hábitos alimentares errados, inclinação genética, estilo de vida sedentário, distúrbios psicológicos e problemas na convivência familiar, entre outros, como causadores desta verdadeira ‘epidemia’ de sobrepeso. Mas o principal deles, já está constatado cientificamente, são os hábitos alimentares: as crianças obesas não comem muito, mas ingerem alimentos de alto valor calórico. A desnutrição também decorre do mesmo problema: no Brasil, crianças e jovens comem errado. Os fast-foods, alimentos ricos em gordura (como salgados fritos e salgadinhos industrializados), a indisciplina alimentar (comer fora de hora) e a falta de exercícios físicos habituais (por causa da TV, dos computadores e dos videogames) formam os ingredientes deste mal. A partir do momento em que a família encarar a obesidade como uma doença, um mal que precisa ser combatido, com a mudança dos hábitos alimentares e a prática de atividades e exercícios físicos, teremos condição de transformar este quadro, que aponta para o surgimento de uma geração predominantemente obesa em um futuro não muito distante. E isso precisamos evitar com urgência.