Uma adolescente de 14 anos morreu na tarde de domingo, minutos depois de bater a moto que pilotava em um veículo Gol. O acidente aconteceu na Avenida Abrahão Brickman, no Jardim Luiza II.
A vítima, que não era habilitada, teve a frente cortada pelo carro. Após bater, caiu com violência no asfalto sofrendo traumatismo craniano e várias escoriações pelo corpo. Ela chegou a ser socorrida, mas morreu ao dar entrada na Santa Casa. Segundo apurado pela polícia, a mulher que dirigia o Gol estava errada e vai responder inquérito por homicídio culposo (sem intenção de matar) no 5º Distrito Policial. O delegado Helder Rodrigues deve apurar as responsabilidades do proprietário da moto, por entregar direção de veículo a pessoa não habilitada.
Thais Alexandra Felisberto, 14, morava no Jardim Luiza II, a poucos metros de onde aconteceu o acidente. A adolescente era namorada do proprietário da moto, o padeiro RAN, 39. Segundo ele, os dois se casariam nesta semana. O padeiro disse que sua namorada pegou a moto escondida. “Eu estava dormindo. Já havia avisado para ela não pegar a moto sem me avisar. Ela sabia pilotar, mas não deixava ela sair. Não sei o que deu nela”, disse.
O acidente aconteceu por volta das 16h30. Thais Alexandra trafegava com a moto Titan na Avenida Abrahão Brickman, sentido Leporace/Jardim Luiza. Ao atingir o cruzamento da Rua José Lop es Ribeiro, teve a frente cortada pelo veículo Gol ano 2009, dirigido pela sapateira CAT, 26 anos, que teria avançado o sinal de pare, provocando a colisão.
Com o choque, Thais sofreu fratura de tíbia e fíbula, trauma na fase e traumatismo craniano. Ela foi socorrida por soldados do Corpo de Bombeiros para a Santa Casa. O namorado da adolescente ficou sabendo da colisão e chegou ao local, presenciando os primeiros socorros a ela. “Achei que ia morrer junto. Ela não estava respirando direito. Foi uma cena terrível. O capacete parece que saiu da cabeça dela”, disse RAN.
A ocorrência foi registrada no Plantão Policial, mas vai ser apurada em inquérito no 5º Distrito Policial. “A perícia foi feita no local pela Polícia Científica. Vamos aguardar o laudo, mas já instauramos inquérito para apurar, a princípio, a responsabilidade - se houve culpa ou não da condutora do veículo. A responsabilidade penal da motorista independe se a vítima, no caso, era habilitada ou não”, disse o delegado Helder Rodrigues.
Ainda segundo Rodrigues, a condutora do carro vai responder por homicídio culposo. Já o namorado da menor, o padeiro de 39 anos, vai ser investigado por entregar o veículo a uma pessoa não habilitada. “Se ela sabia pilotar, alguém a ensinou. Vamos apurar ouvindo os vizinhos e também familiares dela durante o inquérito”.