A dona de casa Clézia dos Santos Timóteo, que não revela a idade, foi a segunda mãe na vida do aposentado Hernani Paula Souza, que morreu atropelado na noite de quinta-feira na Rodovia Cândido Portinari. Ela revelou ao GCN Comunicação que o considerava como um filho e que o maior temor dele era morrer na rodovia.
Comércio da Franca - O Hernani era muito conhecido no bairro?
Clézia Timóteo - Do Bairro Estação até o Jardim Martins, não tinha ninguém que não o conhecia. Ele era uma criança com corpo e idade de adulto. Todo mundo gostava dele.
Comércio - Então, ele era querido por todos?
Clézia - Ele não mexia com ninguém, era querido por todos. O Hernani só tinha medo de morrer, principalmente na rodovia. Ele nunca passava debaixo da ponte (pontilhão de acesso à Vila São Sebastião).
Comércio - O que a senhora acha que aconteceu na quinta-feira?
Clézia - Eu acredito que ele foi ver o acidente
Comércio - Como a senhora ficou sabendo do acidente?
Clézia - Um amigo nosso do mototáxi veio me avisar. Foi um choque grande. Perdi um filho.