Os brasileiros acreditam que estão inseridos dentro de um esquema de informação e formação intelectual, principalmente após o advento da internet, cuja certeza parece manifestar-se na crença de que existe mesmo uma ‘aldeia global’ e de que todos estão incluídos no mesmo paradigma.
Até a promulgação da Constituição Federal de 1988, o ordenamento jurídico do Brasil possuía dois gêneros de bens, os públicos e os privados.
Após a promulgação e com base no artigo 225 da Constituição, passou a existir um terceiro gênero de bem, o denominado bem difuso.
Esse gênero sugere, dentre outras coisas, que os seus titulares são indeterminados, como é o caso, por exemplo, do direito ao ambiente ecologicamente equilibrado que é direito de todos, e as ações que o impactam em determinada conformação geográfica, prejudica a toda a humanidade.
Dessa forma, o conceito de soberania e autodeterminação dos povos passou a sofrer profundas transformações a partir da ingerência de organismos internacionais supostamente interessados na defesa do ambiente, mas que pretendem mesmo é promover um novo tipo de colonização não com a força, mas com a mudança na legislação nacional, maquiada de escudo dos direitos humanos e do ambiente.
Não há dúvida de que é urgente repensar o conceito de desenvolvimento e da forma de se fazer ciência.
Agora, o que preocupa é que essa Nova Ordem Mundial se vale de dois pesos e de duas medidas. Utilizam a fórmula ‘todos são iguais perante a lei, mas uns são mais iguais que os outros’.
Corroborando isso, em fevereiro passado, ativistas da organização Sea Shepherd atiraram ácido contra uma embarcação japonesa que caçava baleias, ferindo vários tripulantes. Não faz muito tempo, por pouco não ocorreu um incidente diplomático entre Nova Zelândia e Japão por conta dos navios baleeiros japoneses que mancham de vermelho as águas do Oceano Pacífico.
Mas, surpreendentemente, o maior desastre ambiental já ocorrido nas Américas, o vazamento de petróleo no Golfo do México, não despertou nenhum interesse por parte do Greenpeace, da WWF, e demais organizações que ‘defendem’ o ambiente.
O acidente é tão grave e suas consequências tão desastrosas que no dia 25 de junho o Almirante Thad W. Allen, Comandante da Guarda Costeira dos Estados Unidos, em entrevista sobre o desastre, disse que vai evacuar a área por conta do metano espalhado na região, o qual pode provocar explosões e até tsunamis. Fala-se, ainda, que a área poderá se tornar inabitável em razão do metano lançado no ar.
E como sempre acontece, alguns, isoladamente, se insurgem contra essa farsa orquestrada com o apoio mundial da grande mídia, mas que quase nada podem fazer, pois ‘os porcos triunfaram’ como ocorreu na fábula de Orwell, ou seja, ‘nenhum de nós desata o nó górdio; todos nós ou desistimos ou o cortamos’, como fez Alexandre, O Grande.
Quem seriam então, os ‘idiotas úteis’? Essa expressão foi cunhada por Lênin para designar os ingênuos que na crença pueril da defesa da democracia e de outros direitos, servem de massa de manobra e são aproveitáveis por pessoas mais espertas e que não estão interessadas nem preocupadas com nada além do poder e da dominação, ainda que disfarçados de verde, como é o caso.
Nadir Ap. Cabral Bernardino
Professora