A denúncia de corrupção contra os dois policiais civis teve início no dia 13 de maio, com a prisão do agente CAAD, no presídio especial da Polícia Civil em São Paulo. Ele foi acusado de receber propina para não cumprir um mandado de prisão cível emitido pela Vara da Família da Comarca de Franca. A acusação partiu da Corregedoria da Polícia Civil do Estado de São Paulo. Segundo relato do delegado corregedor Leonardo Isper Nassif Balbim, no dia dos fatos, a polícia recebeu denúncia anônima de que policiais teriam exigido dinheiro de um comerciante em troca do não cumprimento de um mandado de prisão por falta de pagamento de pensão alimentícia. “Um cheque de R$ 1 mil foi emitido pelo comer-ciante e depositado na conta do agente”, afirmou o delegado.
O agente preso estava, na ocasião, acompanhado do in-vestigador EGR, também lotado no 2º DP. Balbim disse que o in-vestigador foi testemunha do fa-to e “cooperou com o trabalho da Polícia Civil”. No dia seguin-te, EGR teve sua prisão decre-tada pelo juiz da 1ª Vara Crimi-nal de Franca, Luciano Franchi Lemes. O investigador passou a ser suspeito também de ter praticado concussão - ato de exigir para si ou terceiros dinheiro ou vantagem indevida em razão de sua função. A sua prisão ocorreu na manhã do dia 15 de maio.