08 de julho de 2026

Com todo gás


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Apresentação da Orquestra Sinfônica de Franca no aniversário da cidade, em novembro de 2008

Dar cobertura aos instrumentistas para continuarem os estudos e melhorar cada qual a sua performance, elevando o nível da OSF (Orquestra Sinfônica de Franca), regida pelo maestro Nazir Bittar Filho. É com este objetivo que a musicista Lúcia Helena Garcetti Ribeiro assume a presidência da Associação Cultural da Região da Alta Mogiana, mantenedora da Orquestra. A nova diretoria tomou posse na noite de terça-feira, com uma cerimônia simples e alguns convidados no espaço cultural da Feac (Fundação para o Esporte, Arte e Cultura).


Realizada no dia 1º de junho, a eleição se deu por aclamação. Nos últimos quatro anos, a presidência da Associação ficou a cargo do advogado Nelson Barduco Júnior.


Aos 71 anos, Lúcia Helena Garcetti Ribeiro comemora 60 de carreira. A pianista é formada pelo Conservatório Dramático e Musical Carlos Gomes, de Ribeirão Preto, desde 1956, fundou o Instituto Musical Ars Nova, em 1969, e ainda coleciona três faculdades: Música, Educação Artística e Pedagogia. Entusiasta da Orquestra, Lúcia Helena confessa que assume o cargo com um pouco de medo. “É um trabalho novo, que nunca fiz, vou lidar com muita gente de idades variadas, de posição sócio-econômicas diferentes, mas assumo com muita vontade de acertar e estou muito bem assessorada, isso me passa certa segurança”, revela. Formam a diretoria Alexandre Carrijo Tasso (Conselho Fiscal), Eliana Cristina Pires Tasso (Secretária), Rita Maria Caetano Menezes, Cristina Tozzi de Deus (Conselho Fiscal), Roseli Melani Neves Costa (Tesoureira) e Vicente Luiz da Costa (Vice-presidente).


Lúcia tem a seu favor muitos anos de experiência na área musical que a deixam bem a vontade. “Estou me sentindo em casa. Os músicos foram e são meus alunos. Além disso, minha amizade com o Nazir (maestro) é de pouco tempo, mas ele já é um grande amigo. Tenho muito respeito e admiração pela sua competência. Ele vem construindo esse trabalho com muita dedicação e amor. Tem hora que ele é professor, arranjador, maestro, ele não escolhe o que fazer e faz o que é preciso”, elogia Lúcia, enfatizando que não vai medir esforços em busca de melhorias para a OSF. “Todos os projetos a partir de agora serão direcionados aos músicos e ao trabalho desenvolvido pelo maestro. A ideia é financiar os estudos, aperfeiçoar os músicos, melhorar a qualidade dos instrumentos e consequentemente da Orquestra”.


Empolgada, a nova presidente revela que a OSF tem um importante compromisso em setembro. “Fomos convidados pela Wanira Tincani para uma apresentação na Feira da Música de São Paulo”, conta Lúcia.


Nazir Bittar encara a mudança da diretoria como uma nova fase da Orquestra. “Não só pela presidência estar nas mãos de uma musicista experiente, que é muito batalhadora, guerreira e tem espírito de adolescente, ou seja, é esforçada. Todos da diretoria já me apoiavam, são pais de músicos e têm ligação direta com a música”, resume o maestro.


Já Sérgio Menezes, diretor da Divisão de Cultura, acredita que a nova diretoria vai dar uma nova motivação e visibilidade para a OSF. “O trabalho do Barduco foi muito importante no início, principalmente para que a Associação pudesse abrigar a Orquestra e acredito que a administração da Lúcia será marcada por uma consolidação para a OSF”, afirma.


HISTÓRICO
A OSF (Orquestra Sinfônica de Franca) foi criada em agosto de 2007. Com uma postura inovadora, o maestro Nazir Bittar Filho assumiu a batuta um ano depois. A Associação Cultural da Região da Alta Mogiana - fundada em 2001 e que ficou inativa até 2007 - foi ativada para manter a Orquestra e sobreviveu aos trancos e barrancos até março do ano passado, quando a prefeitura de Franca assinou um convênio no valor de R$ 80 mil, sendo repassados R$ 8 mil mensalmente.


Isso só foi possível graças ao empenho do advogado Nelson Barduco Júnior, que atuou como presidente nos últimos quatro anos, estruturou e formatou toda a documentação para cumprir as exigências burocráticas, incluindo os moldes da Lei Rouanet e as leis de incentivo à cultura. Esse trabalho viabilizou recursos junto à iniciativa privada da cidade.


“O trabalho foi muito bom, mas também muito árduo porque trabalhar com cultura é muito difícil, ainda mais em Franca. Mas com a ajuda do empresariado francano e da municipalidade, graças a Deus a Orquestra conseguiu se erguer e está se mantendo até hoje. Se não tivesse verba, a sinfônica hoje não existiria”, esclarece Júnior, agradecendo a todos que colaboraram com a diretoria neste período. “Quero desejar que a sociedade continue apoiando a Associação porque a Orquestra não pode parar”, disse Júnior.


Atualmente a OSF possui 28 integrantes, muitos deles advindos do Projeto Guri. Cada músico recebe uma ajuda de R$ 150 por mês.


CONCERTO NA CATEDRAL
À convite do bispo Dom Pedro Luiz Stringhine, por intermédio do vice-prefeito Ary Pedro Balieiro, a OSF faz concerto hoje, às 20h30 na Catedral, logo após a missa de encerramento do ano sacerdotal 2009/2010, que começa às 19h30 e reunirá 70 padres de Franca e região. No repertório da apresentação, constam obras sacras e Danças Húngaras de Brahms, com participação do soprano Priscila Cubero e do tenor Saulo Couto.