O político e candidato a deputado federal pelo PSDB, Tirso Meirelles, 48, que se envolveu em um acidente com três mortes no dia 19 de junho, em São Joaquim da Barra, não realizou exames para medir o nível de álcool no organismo. “A coleta não foi realizada porque o paciente (Tirso) se recusou a fornecer sangue para exames de dosagem alcoólica”, revelou ontem ao GCN Comunicação, José Bernardino Alecrim, delegado titular do 1º Distrito Policial de São Joaquim.
Alecrim, no dia do acidente, requisitou da Santa Casa que coletasse sangue de Meirelles e enviasse amostra ao IML (Instituto Médico Legal). Ontem, o delegado recebeu uma cópia da ficha clínica do político informando que ele se recusou a ceder material. O policial disse que não existe outra forma de comprovar se Tirso teria ingerido bebida alcoólica antes do acidente.
A carta precatória a ser respondida por Meirelles já foi enviada por Alecrim à Delegacia Seccional de Franca. O laudo da perícia sobre o acidente - principal peça do inquérito policial, segundo o delegado - deve estar pronto em trinta dias.
No sábado, 19, por volta das 17 horas, Tirso Meirelles dirigia sua caminhonete Ford Edge V6 pela Rodovia Prefeito Fábio Talarico, sentido Franca, depois de participar de uma festa em Guaíra. Na altura do quilômetro 87, entre as cidades de Ipuã e Guará, Meirelles colidiu frontalmente com um Fiat Uno. Jandemir Missias da Silva, 47, sua mulher Elizete Silva, 46, e a filha Izabella da Silva, 12, de Guará, que ocupavam o Uno, morreram na hora. O político está internado em um hospital de São Paulo, se recuperando da cirurgia realizada no joelho esquerdo, fraturado no acidente.