09 de julho de 2026

Uma família moderna


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Quem mais sofre com os novos costumes são as crianças. A mente infantil não absorve plenamente a situação de a mãe viver para um lado e o pai estar em outra parte completamente diferente. Isso quando ainda se sabe do paradeiro do progenitor, porque na maioria das vezes está em lugar incerto ou não sabido. Pode também acontecer de a paternidade ser desconhecida.


Esse retrato da família moderna dá bem a dimensão do modo de vida vigente entre seus membros. Os valores desaparecem como que por encanto. A noção de se viver de acordo com regras sociais está totalmente fora de cogitação. O caminho fica completamente aberto, principalmente na vivência sexual. Depois, o que se vê por aí escapa em cheio da lógica.


Um homem foi preso recentemente em uma cidade vizinha. Após denúncias a polícia flagrou uma menina saindo de sua sapataria. Como havia indícios de que aconteceu alguma aproximação sexual paga entre os dois, ele maior, ela menor, pela nova legislação isso se caracteriza estupro, que é um crime hediondo e inafiançável.


A língua não está conseguindo acompanhar a lei. Estupro sempre significou e significa relação sexual forçada com uma mulher ou mesmo com alguém do sexo masculino. Se o coito foi à força fica evidente que não houve consentimento da parte mais fraca. Pode ainda ser o atentado ao pudor cometido mediante violência física, psicológica ou moral.


A prostituição infantil é crime. Estupro é outra coisa, também criminalizada. Não se deve misturar a legislação. Aliás, nestes tempos modernos, como enquadrar dois menores que praticam sexo? No caso de relação sexual entre um maior e uma menor, existe até possibilidade de prisão. No entanto, garotas entre 12 e 15 anos já 'ficam' com adolescentes (e até se engravidam) na maior tranquilidade.


A pedofilia (amor às crianças, ao pé da letra) é tida como crime em casos de homossexualidade entre um homem e um menino ou na heterossexualidade com uma menina. Se a situação acontece entre uma mulher e um garoto há até aceitação social. Em tempos não muito distantes havia pai que contratava prostituta para iniciar o varão sexualmente. Já a varoa devia ser preservada virgem até o casamento.


A iniciação no sexo de forma programada hoje já não é mais necessária. Várias circunstâncias abreviam a sexualidade. Algumas práticas avançam muito no tempo. Uma mulher de 35 anos, sem marido, morava com a filha de 15. A mãe então se envolveu com um adolescente de 16 anos. Levou-o para morar junto com elas. O menor e a mulher tiveram um filho.


Passado algum tempo, o adolescente convidou seu irmão de 15 anos para morar na mesma casa. A família aumentou ainda mais. O cunhado da mulher envolveu-se com a filha dela, agora na casa dos 18 anos. Os dois casais vivem juntos debaixo do mesmo teto


O quinteto agora vai aumentar de novo. A garota está grávida do irmão do companheiro de sua mãe. Ou seja, o padrasto será tio do filho da enteada.

 

Antônio Araújo
Professor de redação - tonin.palavras@uol.com.br