09 de julho de 2026

Na era da cibercultura


| Tempo de leitura: 2 min

Criada na década de 1950, a internet começou a se tornar um meio de comunicação de massa quarenta anos depois. Hoje a rede mundial de computadores é parte do dia a dia da maioria das pessoas, quer seja para fazer compras, transações bancárias, buscar diversão, cultura e trabalho. E é também cada vez mais uma importante – e eficaz – ferramenta de aproximação do governo com os cidadãos.


Pesquisa realizada em 2009 no Estado para avaliar o perfil do usuário do programa de inclusão digital do governo paulista, o Acessa SP, mostra a popularização dos serviços públicos via internet. De 4.158 pessoas ouvidas na pesquisa, 80% já haviam utilizado a modalidade. O grau de aprovação é substancial: 93% qualificaram a experiência como satisfatória ou muito satisfatória. Ainda com base na pesquisa, o e-gov traz vantagens como economia de tempo, assinalada por 45%, e de dinheiro, na avaliação de 40% dos usuários. Pela web, o governo de SP dispõe de mais de 1,8 mil serviços. Entre os mais acessados estão a emissão de Atestado de Antecedentes Criminais, consultas sobre o Licenciamento de Veículos e de créditos do Programa Nota Fiscal Paulista.


Apesar dos investimentos do governo para dispor na rede seus serviços e facilitar a vida do cidadão, é impossível tocar neste tema sem esbarrar na exclusão digital, considerando que metade dos domicílios no Estado ainda não possui computador. Para amenizar o problema, o governo de São Paulo oferece acesso ao e-gov no Poupatempo (o e-Poupatempo) e nos postos do Acessa SP, este último presente em 529 municípios.


Em julho do ano passado, uma resolução da Secretaria de Gestão Pública liberou o acesso pelos órgãos públicos do Estado às redes sociais e revolucionou a forma de comunicação do governo paulista.


Em pouco tempo, perfis oficiais de secretarias, autarquias e fundações em ferramentas como o Twitter, Facebook, Orkut e Youtube, consolidaram a proposta de criar um ambiente colaborativo na web.


Pela internet, o governo deu voz ao cidadão, que pode estabelecer por este canal contato direto com os serviços no envio de sugestões, críticas ou dúvidas.


São experiências como essas que comprovam ser a web, indiscutivelmente, um instrumento facilitador no relacionamento do governo com o cidadão.


Reconhecemos que muito ainda há para se avançar nesse setor – quando muitos ainda tentam se atualizar na web 2.0, as discussões em torno da web 3.0 já vão além nas propostas em torno da organização das informações online e da ampliação do acesso não presencial aos serviços de governo.


Apesar disso temos a convicção de que estamos na direção certa: o fortalecimento de uma sociedade cada vez mais participativa nas ações de um governo que também evolui na transparência e na desburocratização de seus serviços.

 

Marcos Monteiro
Secretário de Gestão Pública do Estado de São Paulo