A Prefeitura de Franca começou na segunda-feira, dia 21, as obras de combate a enchentes no entorno do Galo Branco. Ontem, os trabalhadores começaram a fazer o alargamento e aprofundamento dos córregos Cubatão e Bagres e, ao contrário do que havia dito o prefeito Sidnei Rocha, uma das pistas da Avenida Antônio Barbosa Filho (sentido Franca Shopping/Centro) precisou ser interditada. Desde cedo, os motoristas que passavam pelo local tiveram que usar o desvio pela Rodovia Cândido Portinari.
Segundo o secretário de Segurança, que abrange também a gerência do tráfego na cidade, Sérgio Buranelli, a interdição deve durar até o fim das obras previsto para outubro. “Não temos como parar tudo e retirar as máquinas e nem podemos arriscar a segurança das pessoas liberando o trânsito”.
As próximas intervenções, que deverão ser feitas ao longo da obra de maneira gradativa, atingirão a Avenida Alonso y Alonso, que deve ser fechada no trecho entre o pontilhão da Rodovia Cândido Portinari e a rotatória do Galo Branco e da Madeireira Du Pau (ponte da Francal) até o ponto onde os córregos se encontram.
Os motoristas que se deslocarem nesse sentido, devem utilizar rotas alternativas. O trecho cidade/shopping estará aberto até o mês de agosto.
A equipe de reportagem do Comércio da Franca esteve no local às 17 horas de ontem e percorreu algumas rotas alternativas para fugir do trecho interditado. Não constatou nenhum grande problema. As rotas estão bem sinalizadas, com faixas indicando o caminho a ser seguido. Guardas municipais também estão presentes em alguns pontos da Avenida Alonso y Alonso, onde o tráfego é mais intenso. O caminho mais rápido para quem sai do Distrito Industrial ou do shopping com destino ao Centro é o feito pela rodovia, são em média sete quilômetros a mais, mas o trânsito flui melhor. A rota mais curta é a que passa pela Avenida Rio Branco, seguindo para a Rua Paulino Pucci, mas há muitos semáforos e o tráfego acaba sendo mais lento.
A OBRA
Os serviços feitos na região do Galo Branco conta com a parceria do governo do Estado e deverão custar cerca de R$ 6,2 milhões. A previsão inicial é que durem cerca de 4 meses. A ideia é alargar a calha dos córregos e aumentar a vazão da água. Para isso, os emissários de rede de esgoto da Sabesp deverão ser deslocados por quatro metros, permitindo assim, que a vazão da água aumente de 200 para 473 metros cúbicos por minuto, o que deve evitar o problema das enchentes durante as fortes chuvas.
Veja o quadro abaixo: