O Tribunal de Justiça de São Paulo abriu 300 vagas de escrevente técnico judiciário, sendo que nove são para portadores de deficiência. As inscrições começaram ontem, 23 de junho, e vão até o dia 19 de julho. O concurso exige nível médio de escolaridade e o salário é de R$ 2.782,60. Os interessados devem se inscrever pelo site www.vunesp.com.br. A taxa é de R$ 39, mas é possível pedir redução de 50% do valor. Para isto, o candidato precisa ser estudante e estar desempregado ou comprovar renda mensal inferior a dois salários mínimos. Porém, para ter o benefício, o concorrente necessita se inscrever até o dia 25 de junho. O pagamento da taxa deve ser efetuado usando boleto bancário impresso por meio do site de inscrição, até o dia 19 de julho.
Os candidatos serão submetidos a duas provas, a primeira de questões objetivas, prevista para o dia 22 de agosto, e a outra de digitação. A prova objetiva terá duração máxima de quatro horas e será dividida em três partes: Língua Portuguesa, Conhecimentos em Direito e Conhecimentos Gerais (Atualidades, Matemática e Informática). Só serão classificados para a prova prática (digitação) os 1,8 mil candidatos melhores classificados na primeira avaliação e os 54 melhores portadores de deficiência.
Até o momento não existem em Franca cursos preparatórios específicos para este concurso. A Escola Ueda LFG está disponibilizando curso de preparação mais amplo, para cargos de nível médio, que inclui o de escrevente do TJ de São Paulo. Já a Escola Futura está proporcionando curso para o concurso do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e, segundo Danilo Fuentes, diretor da escola, este curso pode proporcionar uma base eficiente de preparação para as provas do TJ. “As disciplinas básicas exigidas pelos dois concursos são coincidentes, por isso o candidato a escrevente pode ficar bem preparado com o curso do INSS”, salientou.
PREPARAÇÃO
A parte da prova de Conhecimentos em Direito é a de maior exigência para os candidatos. Ela é de caráter eliminatório e possui o maior número de questões de todo o processo avaliatório, com 38 perguntas. São exigidas noções de Direito Penal, Direito Processual Penal e Civil, Direito Constitucional, Direito Administrativo e normas da Corregedoria Geral da Justiça. Por isso, o candidato deve ter atenção especial para esta área.
A elaboração e o cumprimento de uma rotina de estudos são cruciais para um bom desempenho, conforme sinaliza Danilo Fuentes. “O concorrente precisa ter disciplina no estudo em casa, frequentar 100% das aulas do curso preparatório e trabalhar com correção de provas anteriores”, aconselha.