Todas as noites nós sonhamos. Mas de manhã, quando acordamos, nem sempre nos lembramos dos sonhos que tivemos. Por que acontece isso? Os especialistas explicam. Enquanto dormimos, nossa capacidade de memória diminui. Então, geralmente só nos lembramos dos instantes finais de nossos sonhos. Ou então de cenas que provocaram emoções muito fortes.
Durante o dia tudo o que vamos captando pelos nossos sentidos vai sendo arquivado no nosso cérebro. Nada escapa a este registro. Essas imagens influenciam nossos sonhos. Só que elas se misturam, e muitas vezes um fato real, como uma conversa que tivemos com um amigo, pode aparecer misturado a uma cena de filme que assistimos na TV.
Pesadelo é um sonho ruim. Todos nós, seres humanos, temos pesadelos. E eles são mais lembrados que os sonhos bons, prazerosos. Por que será? É que durante o pesadelo, nós acordamos de repente e aquele medão que sentimos durante o sono fica estampado na memória. Para não perder de vez algum sonho interessante, é bom escrever a cena num caderninho.
Nós sonhamos que estamos em movimento mas não saímos andando por aí. Isto tem uma explicação. Durante o sono, nossos músculos ficam totalmente relaxados. Vai daí que não há como levantar e andar, correr, falar... Algumas pessoas são sonâmbulas. Elas sonham, se levantam, caminham dentro de casa e até saem à rua. Quando acordam não sabem dizer como foram parar fora de sua cama. O sonambulismo é um distúrbio e deve ser tratado.
Toda a matéria dos sonhos fica arquivada em nosso cérebro? Os especialistas em sono e sonho dizem que não. O cérebro deleta este material, considerando que estas informações não são importantes para nós. Como você pode perceber, o cérebro é uma máquina perfeita.
E os bebês, será que sonham? Sim, desde muito pequeninos os bebês sonham. O cérebro está ainda em desenvolvimento, de forma que grande parte do tempo eles dormem e sonham. Os neurologistas sabem disso porque já mediram as ondas REM do cérebro de um recém-nascido. Estas ondas entram em funcionamento quando dormimos e sonhamos. Metade do tempo do sono dos bebês é povoado de sonho. Um adulto sonha menos: uma hora e meia a cada noite.