08 de julho de 2026

Lobisomens e Vampiros


| Tempo de leitura: 2 min

Por causa do filme Eclipse, cuja história os adolescentes já conheciam do livro de mesmo nome, os Lobisomens e Vampiros estão fazendo parte da conversa de meio mundo. Mas será que existem pra valer? Tem criança que se pergunta isto. Vamos responder. Não; nem existem Lobisomens nem há Vampiros. Eles são frutos da imaginação dos artistas. São apenas personagens de histórias que gostamos de ler e de assistir porque elas estimulam a nossa fantasia.

São também originários da imaginação dos povos primitivos, que vendo morrer animais de estimação durante as noites geladas de inverno, atribuíam o fato a uma presença mortífera. Na verdade, os animais eram atacados por bichos que saíam da floresta e se aproximavam das casas em busca de comida. Como os homens não conseguiam localizá-los, inventavam que eram seres sobrenaturais.

Nas histórias escritas pelos ficcionistas, que são escritores que criam contos e romances com sua fértil imaginação, os Lobisomens e os Vampiros têm características diferentes, embora as pessoas às vezes os confundam. Tanto fisicamente como psicologicamente, ou seja, tanto na aparência como no jeito de existir, eles são bem diferentes. Vamos mostrar como os escritores mostram um e outro.

 

O Lobisomem, antes de se transformar, é um moço alto, magro e muito branco. Depois que se transforma, o que acontece em noite de lua cheia, fica diferente: corpo peludo, boca imensa, dentes grandes, pernas finas, pés de tigre ou macaco. Tem rabo. As mãos são em forma de gancho. Enxerga melhor na escuridão. Suas orelhas são grandes e captam ruídos muito distantes. Também tem ótimo faro. Mora nos cemitérios. Ele emite um som bem nítido, um uivo que lembra o do lobo e é bem assustador. Persegue a vítima, luta com ela, morde-lhe alguma parte do corpo, o que quase sempre é mortal. Se não morre, a vítima vira Lobisomem também.
 
Para desfazer o feitiço do Lobisomem e fazê-lo voltar à forma humana é necessário acertá-lo com um objeto de prata.

 

O Vampiro também é pálido, mas tem olhos bem vermelhos e dentes caninos fortes, compridos, afiados. Ele pode se disfarçar sob a forma de morcegos ou de nuvem de pó. É muito magro e tem os olhos fundos, cavados. Sua audição, seu olfato e sua visão são muito privilegiados. Mora dentro de um caixão, em um castelo abandonado no meio de uma floresta. Ao contrário do lobisomem, não emite nenhum som, é supersilencioso. É à noite que ele sente a maior fome e sai por aí procurando sangue para se alimentar. Ataca as vítimas e morde seu pescoço, de onde retira o sangue que o alimenta. A vítima morre ou se transforma em Vampiro também.
 
Para se defender de Vampiro, é bom andar com dentes de alho no bolso. Também crucifixos e espelhos são armas contra ele.