08 de julho de 2026

Da teoria à prática


| Tempo de leitura: 2 min
Leandro Lourenço da Silva, biólogo

Estudar os seres vivos, as leis que os regem, a evolução e suas relações com o ambiente e entre si. Esta é, segundo o dicionário Houaiss, a definição de uma profissão cada vez mais em alta no mercado: o biólogo.


Em tempos de sustentabilidade, de reciclagem e de educação ambiental, ele tem passe livre de indústrias a laboratórios, de escolas a campos de pesquisa. É neste último ambiente, por sinal, onde está boa parte das descobertas destes profissionais em todo mundo. Em Franca não seria diferente...


Leandro Lourenço da Silva, 22, que o diga. Apesar da pouca idade, ele já é formado em Biologia, pós-graduado em Ciência Ambiental e Gestão e coordenador do Lapec (Laboratório de Pesquisas em Campo), um projeto sério que coleciona descobertas.


Segundo Leandro, o campo para pesquisa em Franca ainda é pouco explorado, mas tem potencial para crescer muito. O trabalho realizado por ele é voluntário, mas muitas empresas já começam a procurá-lo em busca de parcerias. O laboratório incentiva estudantes de biologia a realizar pesquisas de campo, ações de educação ambiental infantil e de conservação à natureza. “Fazemos um trabalho voluntário, mas que tem grande impacto na sociedade. Acredito que somos a voz do meio ambiente, porque somos um dos poucos que podem contar à comunidade o que se passa do lado de cá, o que o ser humano tem feito com a natureza e o que ela faz em consequência disso. É um trabalho muito bonito”, garante.


O Lapec pesquisa uma área do Espraiado, dentro da cidade, localizada na AABB (Associação Atlética do Banco do Brasil). Segundo Leandro, no espaço que concentra vegetação de mata atlântica e cerrado, já foram encontradas espécies desconhecidas da comunidade científica, como uma aranha que ainda não foi catalogada em nenhum outro lugar e um anfíbio que pode despertar interesse na medicina.


Além disso, os biólogos estudam o comportamento e o ambiente onde vivem primatas, morcegos e aves, como o gavião marrom - um dos maiores da região. “Aqui você literalmente tropeça em temas para serem pesquisados. Descobrimos recentemente um fato que caracteriza a vegetação daqui - transição entre cerrado e mata atlântica: um novo modo reprodutivo de uma espécie de anfíbios”.


O projeto conta hoje com 12 voluntários que trabalham com a identificação de plantas e animais.
O Lapec é aberto para qualquer pessoa que se envolva com o meio ambiente e com as atividades ligadas a pesquisas de campo. A inscrição para participar do processo seletivo pode ser feita no site do Laboratório (www.lapec.org).

Veja o quadro abaixo: