10 de julho de 2026

Mães vão à justiça para conseguir vagas em creche


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O período entre os meses de abril e novembro, em que muitas mulheres passam a trabalhar no campo para o corte da cana-de-açúcar ou a colheita do café, faz aumentar a procura por vagas em creches. Como muitas creches já atendem com a capacidade total, a maioria das crianças vai parar na lista de espera. Em Patrocínio Paulista, dez mães não esperaram por uma vaga e recorreram ao Ministério Público da cidade. A Secretaria Municipal de Educação foi obrigada a atendê-las.


O promotor de Justiça do município, Christiano Andrade, disse que, em média, três mães procuram a promotoria todo mês se queixando da falta de vaga na creche da cidade. “O município é obrigado a atender todas as crianças até seis anos porque está na Constituição. A Prefeitura assinou um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) e se comprometeu a concluir a construção da creche-escola até outubro deste ano”.


O secretário de Educação, Elder Alves, disse que o município enfrenta problemas com a falta de vagas em creche já que a única da cidade é filantrópica. “A Prefeitura repassa R$ 200 mil por ano para a instituição atender as crianças. Mesmo assim, estamos com uma lista de espera de 28 crianças. Depois que fomos acionados pelo Ministério Público, tivemos que fazer algumas adaptações para atender dez mães, mas, mesmo assim, continuamos com a lista”.


Alves disse ainda que este é um problema que se repete todo ano durante a colheita do café e do corte da cana. “Com a construção da creche-escola que atenderá 150 crianças, acredito que não enfrentaremos este problema no próximo ano. A administração também estuda a possibilidade de construir uma segunda creche em 2011 com capacidade para mais 150 crianças”.


A frequência na creche de Ribeirão Corrente também aumentou nos últimos meses. “Atendíamos 97 crianças, agora estamos com 145, sendo que algumas delas moram no norte de Minas Gerais e estão aqui com as famílias que vieram trabalhar nas lavouras de café”, disse a diretora da creche, Regina Mendes, que contratou mais duas funcionárias para ajudar no trabalho. Duas crianças aguardam na fila para entrar no berçário. “Para abrir vagas, só se tiver desistência”