08 de julho de 2026

Empregos e salários em alta


| Tempo de leitura: 2 min

O bom momento vivido pela economia brasileira - que ainda tenta descolar-se dos sustos agora provenientes da Europa - está sendo evidenciado por uma série de indicadores positivos, como a retomada da abertura de vagas de emprego formais (com carteira assinada), o realinhamento das vendas no varejo e a recuperação do PIB (Produto Interno Bruto). Agora, sabe-se que os problemas gerados pela crise financeira internacional em 2009 não prejudicaram o reajuste dos pisos salariais no ano passado. De acordo com pesquisa do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) divulgada nesta sexta-feira, 96% deles foram reajustados pelo menos dentro do índice da inflação do período. O levantamento analisou 635 unidades de negociação no ano passado e considera a inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), calculada pelo IBGE. Esta é a primeira vez que o Dieese analisa a variação dos pisos salariais. Segundo o órgão, 92,9% dos pisos tiveram reajustes superiores à variação do índice, de 4,11%; 2,7% obtiveram percentual igual; outros 4,4% não conseguiram repor o poder de compra dos trabalhadores em 2009.


Na análise pelos valores nominais, o Dieese mostra que 6,3% dos pisos salariais do país estão na faixa até R$ 465. A maioria deles (62,2%) se situa entre R$ 465,01 e R$ 600. Atualmente, o salário mínimo no país é de R$ 510. Os menores pisos salariais do Brasil, de R$ 448, podem ser encontrados nas regiões Nordeste e Sul, enquanto o maior está no Sudeste (R$ 2.356,50). A média dos pisos no país é de R$ 605,71. Embora ainda não se encontre dentro de uma média ideal, os números superam em muito os registrados em décadas passadas (a grande maioria dos brasileiros tinham salários abaixo do mínimo). Um grande avanço que permite ao Brasil singrar águas calmas diante da turbulência que deixa agitado o panorama econômico no mundo todo. Ainda na sexta, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, foi incisivo ao pedir que as principais economias do mundo mantenham seus programas de estímulo para não colocar em xeque a recuperação mundial.


O Brasil abandonou, no último dia de março (quase três meses atrás), os dois principais estímulos - a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para produtos da linha branca, como geladeiras e fogões, e para os automóveis - que permitiram a movimentação das vendas, garantindo a produção destes setores e preços bastante atrativos. Agora, espera-se que se mantenha a capacidade da economia brasileira de não se deixar contaminar por turbulências internacionais com a facilidade de ocasiões anteriores. O que é motivo de comemoração para todos os brasileiros, os maiores beneficiados por tudo isso.