As autoridades já ficam precavidas. Em dias de fortes chuvas, rapidamente elas correm para o entorno do Galo Branco. Como o leito dos córregos são estreitos e o volume de água é grande, o escoamento não comporta a demanda e os alagamentos se tornam inevitáveis. A obra que começará a ser feita amanhã visa, justamente, ampliar a vazão.
O trabalho mais complexo será feito em um trecho de 200 metros da Alonso y Alonso, entre o pontilhão da Rodovia Cândido Portinari e a rotatória do Galo Branco (sentido Shopping/Avenida Champagnat), no ponto em que os córregos se encontram.
O serviço consistirá em alargar e aprofundar o leito. A profundidade passará de quatro para seis metros e meio. A largura, que hoje varia de seis a oito metros, será de 15 metros. Ao final da obra, a vazão de água dobrará: passará dos atuais 200 para 473 metros cúbicos por minuto. Com isto, acredita-se que os alagamentos serão evitados.
Para fazer o alargamento da calha, a empreiteira precisará deslocar em quatro metros os emissários da rede de esgoto da Sabesp que passam pelo local. Os tubos levam os resíduos coletados na cidade - são 600 litros por segundo - para a estação de tratamento. O temor é que eles se rompam.
Outro desafio a ser superado são as rochas existentes ao longo do canal. “Teremos de fazer a explosão com dinamites para que a gente consiga aprofundar o leito em dois metros”, disse a secretária de Urbanismo, Valéria Marson.