09 de julho de 2026

No mundo espiritual


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O que fazem os Espíritos? Como vivem? Onde ficam? Estas e outras perguntas certamente já ocorreram àqueles que admitem a continuidade da vida após a transição pela morte. Com a codificação do Espiritismo em 1857, por Allan Kardec, tivemos uma visão panorâmica do mundo espiritual.


Esta visão foi minudenciada pela obra do espírito André Luiz através da psicografia do médium Francisco Cândido Xavier.


Sem dúvida, André Luiz é um verdadeiro repórter da espiritualidade que nos vem narrar as diversas situações vivenciadas pelo ser, quando residindo no mundo espiritual.


Fala-nos aquele mentor que o mundo espiritual é a continuidade do mundo material. Está dividido em faixas vibratórias que vão se diafanizando à medida que se distanciam do mundo físico, a nossa querida Terra.


Nessas faixas, que não são estanques, mas se interpenetram pelas suas vibrações, se situam os espíritos. Os menos evoluídos ficam nas faixas que rodeiam o planeta e em regiões onde se aclimatam pelo pensamento, pelos sentimentos. É a chamada afinidade vibratória.


Os mais evoluídos vão se situar nas regiões onde o clima mental é mais ameno, onde as vibrações são mais elevadas, onde os sentimentos são mais nobres.


Em todas as faixas - tanto nas próximas da Terra, quanto nas mais distantes - é a continuidade da vida, cada um realizando de acordo com suas aptidões e possibilidades.


Em todas as faixas está a presença da Justiça Divina, que nos situa onde nossa mente nos credencia a viver. E cabe ressaltar que, em todos os níveis vibratórios, a presença da Misericórdia Divina ai está acudindo Seus Filhos e procurando resgatá-los do sofrimento.


Diz-nos André Luiz que há inúmeras colônias espirituais situadas nas diferentes regiões do planeta para atender aos que demandam à pátria de origem. Essas colônias possuem diversos departamentos, situados nas regiões próximas do orbe e que prestam socorro aos espíritos que têm condições e merecimento para serem socorridos, quando necessitem.


Os doentes são encaminhados a hospitais. Os que podem, vão colaborar no atendimento aos carentes.


Muitos nem sabem que deixaram a vida física e são acolhidos em departamentos especializados onde permanecerão adormecidos até que possam suportar a realidade da nova existência que estão enfrentando.


É assim que tudo tem sequência lógica na Obra Divina. Não há ruptura violenta. Não há solução de continuidade. É a vida, sempre a vida, a se manifestar nas diversas dimensões possíveis na Criação Divina.

 

Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais e diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca (IDEFRAN)