Sem voos regulares desde o fim de 2008, o Aeroporto de Franca “Tenente Lund Presotto” poderá voltar a ter uma empresa de transporte aéreo comercial ainda neste ano. A Laguna Linhas Aéreas, companhia de Lorena (SP) que ainda não recebeu autorização para operar voos, anunciou ontem o plano de começar a operar na cidade a partir de dezembro e empregar até 20 funcionários no funcionamento de um guichê no local.
Autorizada apenas juridicamente pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) - os próximos passos são a obtenção do Cheta (Certificado de Homologação de Empresa de Transporte Aéreo) e a concessão para operar - a Laguna prevê oferecer voos diários para 96 destinos em 14 estados diferentes. Segundo o presidente da empresa, Daniel Augusto Ferreira de Souza, Franca servirá para escala de pelo menos 12 horários e permitirá aos passageiros francanos voos diretos para cidades como Goiânia, São Paulo, Piracicaba, Uberlândia, Poços de Caldas, Guarujá, Macaé, Presidente Prudente, São José dos Campos e São José do Rio Preto. “Escolhemos Franca pelo potencial da cidade. Analisamos os fatores populacional, turístico e comercial e vimos que é viável. Além disso, Franca é uma das cidades em que não teremos concorrência”. Na macrorregião, além de Franca, a Laguna pretende operar em Passos (MG), Uberaba (MG) e Ribeirão Preto.
A empresa informou também que investirá R$ 70 milhões em infraestrutura para adequar pistas, reformar terminais e montar salas vips nos aeroportos onde deseja atuar. A malha aérea inclusive já está traçada e divulgada no site da empresa. “Não sabemos qual será o investimento em Franca, pois ainda não fizemos um levantamento das condições do aeroporto local”. A intenção é que uma visita à cidade, inclusive para contato com autoridades, aconteça no próximo mês.
Segundo o empresário, a companhia está em negociação para a compra de aeronaves que virão do exterior. Entre os modelos que serão adquiridos, estão Fokker 50 e Fokker 100. Sobre o valor médio das passagens que pretende comercializar, Souza disse não poder divulgar por uma questão estratégica, mas adiantou que as tarifas serão mais convidativas que as praticadas atualmente no mercado.