A Polícia Civil de Itirapuã investiga se o aposentado Antônio Bonifácio de Oliveira, 67 - preso em flagrante na tarde do dia 8 de junho acusado de abusar sexualmente de uma menina de 10 anos -, também teria molestado a irmã dela, de 13 anos e portadora de necessidades especiais. “De fato a menor disse que a irmã também teria sido molestada. As investigações prosseguem”, disse o delegado Milessandro Mazola Moreti, titular da Delegacia de Polícia de Itirapuã.
Durante a fase de elaboração do relatório do flagrante, que durou exatos dez dias e foi entregue à Justiça ontem, o delegado apurou que a criança estaria pedindo dinheiro e alimentos para o aposentado a mando da mãe, lavradora de 36 anos.
As investigações dão conta de que comida, dinheiro e até panelas teriam sido dados pelo aposentado à criança. De acordo com o que foi apurado pela polícia, como forma de agradecimento, a menina abaixava as roupas para o idoso passar as mãos em seu corpo.
Exames de corpo de delito foram realizados na estudante de 10 anos. O delegado aguarda a emissão dos laudos. Mas, preliminarmente, ele não acredita na possibilidade de que tenha ocorrido algo além das carícias. “Os depoimentos preliminares apontam que os fatos estariam ocorrendo há cerca de dois meses e tudo indica que não ocorreu conjunção carnal, somente os toques. Mas isto não diminui a gravidade da situação. Se de fato ficar comprovado que este senhor também molestou a menina de 13 anos, outro inquérito será aberto”, disse Moreti.
A mãe das garotas alegou que não tinha conhecimento do que acontecia e só ficou sabendo no dia em que a filha mais velha, de 13 anos, chegou em casa avisando que a menor, de 10, estava na delegacia. A mais nova, em entrevista ao GCN Comunicação, confirmou que frequentava a casa do aposentado junto com a irmã e que ele “mexia” com as duas. A estudante disse que o aposentado não “brincava” (não mantinha relações sexuais), só passava as mãos nas duas.
O CASO
O A história veio à tona a partir de denúncias de que a estudante de 10 anos estaria frequentando a casa do aposentado. Depois de alertado, o Conselho Tutelar passou a investigar o caso. Por volta das 16 horas do dia 8 de junho, após uma ligação anônima, dois conselheiros foram ao local, entraram na casa e se depararam com Oliveira passando as mãos nas partes íntimas da criança, que estava com a calça e a calcinha abaixadas até os pés. O conselheiro Edivaldo Takashi Matsumoto disse não ter visto nada além das carícias.
O fato foi levado ao conhecimento do delegado Milessandro Moreti. Segundo ele, o aposentado confessou o abuso e a criança confirmou. E com mais o testemunho dos conselheiros, o delegado prendeu o aposentado em flagrante. Oliveira foi levado para a cadeia de Igarapava, destinada ao recolhimento de presos acusados de abusos sexuais. “Como é um crime hediondo, ele deve ficar preso até o julgamento”, lembrou o delegado.