08 de julho de 2026

Programa ajuda pequenos produtores a garantir renda


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MELHORANDO DE VIDA Imagem de arquivo mostra moradora da Fazenda Boa Sorte trabalhando em horta de alface; produtores fornecem verduras para famílias de baixa renda e entidades assistenciais

Sonilda Rocha Silva mora no assentamento da Fazenda Boa Sorte, em Restinga, desde que ele foi criado. Já passou por momentos difíceis, mas aos poucos vê a vida melhorar. Está construindo uma casa melhor e conseguiu colocar uma filha na faculdade. Sonilda faz parte de um grupo de mais de 30 famílias que planta verduras e frutas para fornecer para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), coordenado pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). Para repassar os alimentos, as famílias recebem R$ 3.500 por ano. Os alimentos têm como destino entidades assistenciais e famílias carentes que recebem produtos de qualidade e com regularidade.


Para Sonilda, o programa é fundamental para os agricultores familiares. “Antes a maioria das pessoas no assentamento trabalhava com forno de carvão, agora a maioria mexe com horta. Apesar do valor ser pequeno, mudou nossa vida. Tem gente que está construindo e comprando eletrodomésticos”, disse. Do assentamento saem produtos como abobrinha, beterraba, alface, acelga, cenoura, repolho, vagem e ainda ovos. “Só de ovos vamos fornecer neste ano mais de 4 mil dúzias”. Os donativos são encaminhados para dez entidades de Franca. A entrega é feita toda terça-feira no Ceasa das 12 às 14 horas.


No próprio assentamento, foi criada outra associação com 53 produtores que toda sexta-feira vão até Restinga fazer a entrega de verduras para mais de 400 famílias. Os produtos são sortidos e vão em sacolinhas plásticas.
Em Ibiraci, o programa começou no ano passado com a participação de quatro produtores rurais que também receberam R$ 3.500 para repassar para entidades feijão, mandioca, alface, beterraba, cenoura e frutas como laranja e mexerica para as escolas, creches e entidades como o asilo. O dinheiro é liberado conforme são feitas as entregas. “Neste ano, outros 13 produtores entraram para o programa depois que viram que deu certo. No começo, eles ficaram com medo de não receber”, disse Dgianni Domingos do Dama (Departamento de Agropecuária, Abastecimento e Meio Ambiente) que acompanha o projeto.


Após o repasse dos produtos, os dados são contabilizados e encaminhados para a Conab para que o pagamento seja liberado. “Esse projeto é maravilhoso porque a maioria destes pequenos produtores só tinha café e agora estão usando um espaço no quintal para plantar horta e com isso estão melhorando de vida”, disse Dgianni.