O ex-secretário da Casa Civil do Estado, Aloysio Nunes Ferreira Filho, pré-candidato do PSDB ao Senado, esteve em Franca ontem. Ele tem percorrido o interior do Estado para popularizar seu nome e rebater críticas que a oposição tem feito ao governo de José Serra. Na cidade, seguiu à risca o pretendido pela cúpula do tucanato. Divulgou seu trabalho e criticou a coordenação de campanha de Dilma Rousseff por fazer propaganda ilegal e tentar elaborar um suposto dossiê contra Serra. “Eles são bons em inventar. Inventaram até uma candidata”, disse, referindo-se aos petistas.
Aloysio é um dos expoentes do PSDB e homem de confiança de José Serra. Foi ministro da Justiça, deputado por cinco vezes e vice-governador do Estado. Em abril, deixou o comando da Casa Civil para se candidatar a Senado e ajudar Serra na disputa pela presidência da República.
Os cargos de expressão que ocupou não o levaram a uma grande exposição pública. Seu nome não aparece entre os líderes nas intenções de voto. Na pesquisa realizada pelo Datalink em Franca, ele foi o penúltimo colocado com 1,5%.
Aloysio veio a Franca em janeiro para anunciar a liberação de R$ 1,5 milhão para as obras de combate às enchentes. Retornou ontem para divulgar a campanha. Acompanhado do prefeito Sidnei Rocha (PSDB) e do pré-candidato do partido a deputado federal, Tirso Meirelles, e de correligionários, visitou a sede do GCN Comunicação. Conheceu a redação, o acervo do jornal e foi recebido pelo jornalista Corrêa Neves Júnior, diretor-executivo do GCN, para um café na Sala Horizonte.
Durante uma hora, falou sobre as normas restritivas impostas pela Justiça Eleitoral, sobre as atribuições de um senador e relembrou os tempos em que era deputado federal. “Na minha época, criamos um comitê contra burrice para barrar propostas sem fundamento”. Afirmou que o nepotismo, os gastos absurdos e a legislação auto protetora são reflexos do “cretinismo parlamentar”.
O pré-candidato admitiu que o fato de não ser popular junto ao eleitorado será um desafio a ser vencido durante a campanha. “Tenho um problema a superar que é o fato de eu não ser um nome conhecido do grande público. Minha carreira política de quase 40 anos não me levou para a exposição pública”.
Ele acredita que a definição para senador se dá na reta final da campanha e demonstrou confiança em se eleger. “É uma candidatura cujo sucesso depende muito da onda em que ela se insere. Estou na onda do Serra e do Alckmin. A chegada ao Senado, para mim, seria o coroamento de uma vida política”.
Aloysio demonstrou confiança na vitória do PSDB para a presidência da República. Ele acredita que ao comparar os nomes, os eleitores vão se decidir por José Serra. “O Lula não é candidato. Por mais que ele queira transplantar o nome dele para a cédula, o nome que vai figurar é o da Dilma. E, também, a alma da Dilma não é alma do Lula. Ele não consegue fazer transplante de alma”.