Um jornal mais bonito, que chega a casa dos leitores ou às bancas mais cedo e, para melhorar, ainda ajuda a preservar o meio ambiente. Na busca incessante de produzir um jornal melhor, o Comércio da Franca acaba de adquirir um novo equipamento que, sozinho, vai concentrar o que antes consumia três etapas: é o CTP (Computer to Plate - computador para a chapa, em tradução livre).
As chapas são folhas de alumínio que funcionam como um carimbo: nelas estão gravados os textos e imagens da página do jornal, que são transferidos para o papel através das tintas. Para a gravação dessas chapas era usado o fotolito (filme fotográfico, como das antigas máquinas, do tamanho das páginas de jornal). Agora, com o CTP, as chapas são gravadas a laser e todo o processo digital é comandado por computador.
Assim como os filmes das máquinas fotográficas praticamente desapareceram, os fotolitos - espécie de filme - das gráficas também estão com seus dias contados com o novo sistema. Até agora, quando uma página ficava pronta na Redação, os diagramadores geravam um arquivo que era enviado a uma máquina que gravava as imagens em um fotolito. Depois, já na gráfica, era preciso colocar o fotolito sobre a chapa e levar tudo a uma câmara com luz ultravioleta. A luz gravava a imagem do fotolito na chapa que, depois, ainda passava por um processo de revelação, como acontece com as fotografias de filme.
Agora, tudo isso acabou. Os diagramadores enviam as páginas direto para o CTP que gravam as imagens e textos a laser, direto na chapa. Com menos etapas, imprimir o jornal ficou muito mais rápido. Antes, até que cada chapa estivesse pronta eram precisos quase 20 minutos e, a partir da instalação do CTP, são dois minutos.
Com chapas gravadas digitalmente, gasta-se menos papel no ajuste da impressora e, consequentemente, o consumo de tinta também cai. “Nesta etapa da impressão, a economia de papel chega a 50%”, afirma o supervisor de impressão do parque gráfico do GCN, Robson Vieira.
De acordo com Vieira, a economia de tinta com o CTP é de 25% - isso, sem perder a qualidade. “Ao contrário, a eliminação de etapas na gravação das chapas ajuda para que a impressão seja mais clara e se obtenha mais qualidade nas fotos”, explica.
O meio ambiente é outro beneficiado - com menor uso de processos químicos, o impacto ambiental é reduzido. “Com a chegada do CTP, o parque gráfico do GCN eliminou todos os produtos químicos usados no processo de fotolitos e chapas convencionais, se tornando a primeira gráfica ecologicamente correta do Estado de São Paulo”, ressalta.
AJUSTES
O novo sistema acaba de ser implantado na gráfica do Comércio e está em fase de ajustes. Desta forma, a percepção de melhoria na qualidade da impressão do jornal será gradativa. Quando o CTP estiver em pleno funcionamento, a diferença será parecida com a que pode ser observada entre a TV analógica e a TV digital. Robson faz questão de lembrar que, com a implantação do CTP, não houve demissões no GCN. “Ninguém foi demitido, o pessoal foi transferido para outro setor”, conclui.
Veja o quadro abaixo: