09 de julho de 2026

A copa em alta definição


| Tempo de leitura: 3 min
Alexandre Martins testemunha que as LCDs dominam o mercado atual

Chegou o momento de afinar a torcida pela seleção brasileira na Copa do Mundo (ler mais sobre o torneio no caderno Copa) e, claro, é melhor fazer isso diante de um televisor novinho, grandão e com a imagem bem definida. O mercado sabe disso e esparramou infinitas opções de TVs. Plasma, LCD e LED, aquelas que prometem - e cumprem - uma imagem mais realista e nítida, são alguns dos termos a serem aprendidos. Se você está em dúvida sobre qual tecnologia optar, conheça as diferenças entre os equipamentos.


A fina TV de plasma foi a primeira a encher os olhos e esvaziar o bolso do consumidor. Dona do melhor ângulo de visão, apesar da fama de "má" devido a seu gasto de energia elétrica ser superior ao das co-irmãs, ela segue viva no mercado. A tela opera com células cheias de gás nobre que sofre uma descarga elétrica e se transforma em plasma. Especialistas explicam que cada ponto de imagem é composto por três células e cada uma delas coberta com fósforo de cor diferente (verde, vermelho e azul).


Entretanto, o promotor de vendas das Lojas Xavier, Alexandre Martins, 24, explica que antes de optar por uma TV de plasma é preciso levar em consideração o ambiente onde ela será instalada. "A TV de plasma reflete mais, o que combina mais com locais de baixa luminosidade. Ela se adapta melhor em países com temperaturas mais baixas, onde os ambientes tendem a ser menos iluminados", afirma Martins, explicando que em países tropicais, como o Brasil, o caminho é mais aberto para outras tecnologias. "Hoje as TVs de LCD dominam o mercado. Para cada uma de plasma, vendemos oito de LCD", completou o promotor de vendas.


Mas o que fez a LCD se tornar a tecnologia dominante? Ela é mais brilhante, sendo ideal para ambientes claros. Reflexos vindos de uma janela, porta ou corredor não aparecem na tela e não atrapalham a visão no momento "daquele" lance do jogo.


Já a tecnologia LED (diodos em emissores de luz) é mais recente no mercado. Anunciada no ano passado, o que seduz os consumidores é a sua invejável compactação. É magérrima. Esta, sim, casa muito bem com ambientes com boa iluminação e com quem se encanta com cores, muitas cores.


A explicação técnica é que as microlâmpadas instaladas no televisor são posicionadas nas bordas iluminando uma placa que dissipa a luminosidade pelas ranhuras internas. Isso favorece o contraste e economiza energia (40% menos que TVs LCDs do mesmo tama-nho), pois a estrutura não obriga que as lâmpadas fiquem acesas integralmente.


HD ou Full HD?
Antes de escolher a tecnologia e passar no caixa, a segunda grande escolha envolve a resolução da imagem. Comprar uma HD e Full HD? Com qual a imagem será mais nítida?


A diferença entre elas é simples e se explica no número de pixels (linhas) oferecidas na tela de sua televisão. A HD tem 1.366 x 768 pixels ou 720p, enquanto a Full HD tem 1.920 x 1.080 pixels ou 1080p. Para entender: a Full HD é capaz de exibir fielmente a imagem em alta definição, com toda a sua riqueza. Outra diferença entre a resolução HD e Full HD é o preço. Sendo assim, considere que em um televisor com menos 40 polegadas, o HD não apresentará perdas muito significativas.


Os preços dos televisores de alta definição variam muito dependendo deste recursos e de seu tamanho. Os mais caros podem ultrapassar R$ 6.500.